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Câncer/Oncologia/Tumor

Técnica avançada para retirada de tumores

02/06/2011
HCFMRP implanta técnica avançada para retirada de tumores

Da Assessoria de Imprensa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

Além de retirar todo o tumor, cirurgia preserva o tecido sadio

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP implantou, recentemente, técnica cirúrgica para a remoção dos tumores da pele que permite analisar detalhadamente as margens do tecido tumoral, durante a intervenção. “Esse procedimento, chamado de Cirurgia Micrográfica de Mohs, é feito por meio de um exame microscópico minucioso intraoperatório que permite, ainda, o controle da remoção de todo o tecido tumoral e a preservação do tecido sadio”, explica a professora Cacilda da Silva Souza, do Ambulatório de Dermatologia Oncológica da Divisão de Dermatologia do Departamento de Clínica Médica.

Para a implantação da cirurgia no HCFMRP, os médicos recebem treinamento nas áreas de Dermatologia Oncológica, Cirurgia Dermatológica e Dermatopatologia. Segundo a professora Cacilda, o cirurgião remove o tumor e uma fina camada de tecido sadio das margens laterais e profundas, que são examinados no microscópio durante a cirurgia. “Se ainda houver alguma área acometida pelo tumor, um novo fragmento é retirado e imediatamente analisado. O processo é repetido quantas vezes forem necessárias até que todas as áreas comprometidas sejam removidas. Por esta razão, a técnica resulta em menores taxas de recorrência do tumor cutâneo”, garante.

Na cirurgia convencional, diz, a partir dos limites do tumor visualizados somente pelo olho humano, sem ajuda de equipamentos, são estabelecidas as margens de segurança para a remoção do tumor. O ferimento cirúrgico é imediatamente fechado e a lesão enviada para posterior análise no laboratório.

A professora lembra que alguns tumores de pele podem não ter suas margens claramente definidas ao olho humano. O resultado da análise das margens é posterior à cirurgia, entre três a dez dias, e, no exame patológico convencional, cortes seriados são consideráveis mas não representam a totalidade. “Havendo tumor residual ou margens comprometidas, revelados ou não no exame, haverá mais chances de ele voltar a crescer. A decisão de uma nova intervenção cirúrgica é tomada caso a caso”.

Segundo ela, as principais indicações para a Cirurgia de Mohs são para o tratamento de tumores em áreas críticas em que é preciso tentar poupar tecido sadio. Isso ocorre na face, principalmente ao redor dos olhos, nariz e boca, extremidades das mãos, pés e nos genitais, ou seja, áreas em que a ressecção do tumor teria maior chance de causar deformidades após a cirurgia. “É especialmente indicada para tumores com margens mal delimitadas, reincidentes ou maiores, com alto risco de recaída ou, ainda, aqueles em áreas com maior probabilidade de agressividade, como nariz, orelhas, lábios e pálpebras”, afirma.

Na maioria dos casos a cirurgia é realizada com anestesia local. Em alguns casos, associa-se à sedação anestésica para maior conforto do paciente.

Cirurgia de Mohs
O procedimento leva o nome do médico norte-americano Frederic Mohs, que em 1930 inventou a técnica cirúrgica de retirada de tecido canceroso aplicando uma pasta com cloreto de zinco no local. Este endurecia com o composto químico e, após alguns dias, era então retirado e analisado.

O processo podia ser repetido até que todo o tumor fosse removido e permitia que a maior quantidade possível de tecido saudável fosse preservado. A técnica evolui até que, mais recentemente, surge a Cirurgia Micrográfica de Mohs, que utiliza a análise microscópica do tecido ainda durante a cirurgia para sua remoção.

Mais informações: (16) 3602-2843 ou 3602-2612, na Assessoria de Imprensa do HCFMRP

 

Fonte:

 

http://www.usp.br/agen/?p=59059

 

 


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