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Nutrologia/Alimentos/Nutrição

FCF cria margarina probiótica e simbiótica sem gordura trans

08/06/2011
Margarina contém em sua formulação mistura de óleos de palma e canola

Uma margarina probiótica e livre de gorduras trans acaba de ser testada e aprovada em pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Depois de avaliarem oito formulações, os cientistas obtiveram um produto livre das gorduras hidrogenadas, e que contém ácidos graxos essenciais (ácidos linoleico e linolênico). “A margarina contém em sua formulação uma mistura de óleos de palma e canola, o que é positivo à saúde humana”, conta a bióloga Cinthia Hoch Batista de Souza.

Segundo a pesquisadora, um produto para ser considerado probiótico deve ter uma concentração mínima de 106 unidades formadoras de colônias de micro-organismos probióticos por grama de produto (ufc/g), de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Dentre as formulações testadas, 6 apresentaram populações acima de 106 ufc/g de micro-organismo probiótico durante todo o armazenamento estudado, que foi de 35 dias”, aponta. Os cientistas usaram nas formulações o Bifidobacterium animalis subsp. lactis Bb-12.

Cinthia explica que o micro-organismo probiótico B. animalis Bb-12 exerce várias funções positivas no intestino humano, principalmente no cólon. “Ele impede que bactérias patogênicas se multipliquem no intestino, por exemplo, e o consumo da margarina desenvolvida pelo nosso grupo de pesquisa pode colaborar com o aumento das defesas do organismo”, garante a pesquisadora. Além disso, o consumo dos produtos probióticos repõe os micro-organismos probióticos no intestino, aumentando suas populações.

Formulação simbiótica
Entre as formulações testadas, os cientistas também obtiveram um produto simbiótico. Cinthia explica que nesta margarina, a contagem do probiótico também foi satisfatória, sendo acima da quantidade exigida pela Anvisa. “Para obtermos um produto simbiótico acrescentamos na formulação um ingrediente prebiótico”, descreve a pesquisadora. Nos testes, Cinthia acrescentou um prebiótico chamado inulina. Assim, um produto simbiótico resulta da combinação de probióticos e prebióticos.

A cientista explica que o ingrediente prebiótico, no caso a inulina, pode ser metabolizado pelo micro-organismo probiótico. “Nas formulações adicionadas de 3% de inulina obtivemos maiores contagens de B. animalis Bb-12, atingindo 108 ufc/g ao término do armazenamento em uma das formulações”, contabiliza.

Textura foi uma das poucas diferenças em relação ao produto convencional

As pesquisas de Cinthia tiveram início em 2006. Durante o estudo, as formulações de margarina (probiótica e simbiótica) foram submetidas a testes para avaliação sensorial com 60 provadores em períodos de armazenamento diferentes. “Todos deram boas notas aos produtos. Uma das poucas diferenças encontradas em relação às margarinas convencionais foi em relação à textura da margarina que teve uma alteração mínima”, lembra Cinthia.

Os estudos da pesquisadora geraram uma patente. Ela lembra, no entanto, que para que sejam realizados testes para a industrialização serão necessárias algumas adequações. “Nossos produtos foram elaborados em escala laboratorial”, lembra.

Os resultados das diferentes avaliações realizados com as formulações estudadas estão na tese de doutorado de Cinthia, intitulada Desenvolvimento de margarina probiótica e simbiótica: viabilidade do probiótico no produto e resistência in vitro. A pesquisa foi orientada pela professora Susana Marta Isay Saad, com co-orientação do professor Luiz Antonio Gioielli, ambos do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da FCF.

Mais informações: no email cinthiahoch@yahoo.com.br, com Cinthia Hoch, ou susaad@usp, com a professora Susana Marta Isay Saad, ou lagio@usp.br, com o professor Luiz Antonio Gioielli

 

Fonte:

 

http://www.usp.br/agen/?p=58218

 

 


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