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Pediatria/Criança

Toxoplasmose congênita: evolução da função auditiva e da linguagem em crianças diagnosticadas e tratadas precocemente

09/06/2011

Scientia Medica, Vol. 20, No 1 (2010)

 
 
Luciana Macedo de Resende, Gláucia Queiroz Manzan de Andrade, Marisa Frasson de Azevedo, Jacy Perissinoto, Andrêza Batista Cheloni Vieira

Resumo


OBJETIVOS: descrever a evolução audiológica e de linguagem em crianças com toxoplasmose congênita diagnosticada e tratada precocemente.
MÉTODOS: um estudo transversal descritivo incluiu todas as crianças diagnosticadas com toxoplasmose congênita pelo Programa Estadual de Triagem Neonatal de Minas Gerais entre setembro de 2006 e março de 2007. Todas as crianças foram submetidas ao protocolo de tratamento com pirimetamina e sulfadiazina iniciado antes dos 2,5 meses de idade e com duração de 12 meses, tendo realizado acompanhamento pediátrico, oftalmológico e fonoaudiológico periódico. Para avaliar a audição foram usados, como instrumentos diagnósticos, medidas de imitância acústica, emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente e produto de distorção, potencial evocado auditivo de tronco encefálico e observação do comportamento auditivo. Foi avaliada a acuidade auditiva e as alterações auditivas foram classificadas em condutivas, neurossensoriais e retrococleares. O desempenho de linguagem foi avaliado usando-se um instrumento de avaliação do desenvolvimento da linguagem, e os resultados foram classificados como normais ou alterados. As seguintes variáveis foram estudadas: resultados audiológicos, condições neurológicas e oftalmológicas, linguagem e presença de fator de risco para perda auditiva além da toxoplasmose congênita. Foi realizada análise univariada pelo qui-quadrado ou teste exato de Fisher.
RESULTADOS: entre setembro de 2006 e março de 2007, 106 crianças foram diagnosticadas com toxoplasmose congênita pelo programa de triagem neonatal, sendo incluídas no estudo. A análise dos dados mostrou que 60 crianças apresentavam audição normal (56,6%) e 46 crianças apresentavam audição alterada, sendo 13 crianças (12,3%) com alteração condutiva, 4 (3,8%) com perda auditiva neurossensorial e 29 (27,4%) com comprometimento retrococlear. Houve associação entre presença de alteração auditiva e déficit de linguagem. A comparação entre crianças ue apresentavam outro fator de risco além da toxoplasmose e crianças que apresentavam somente a toxoplasmose como fator de risco para alteração auditiva não mostrou diferenças, o que sugere que os achados audiológicos alterados encontrados neste estudo devem-se exclusivamente à toxoplasmose congênita.
CONCLUSÕES: mesmo com o diagnóstico e tratamento precoces, observou-se elevada prevalência de comprometimento audiológico em crianças com toxoplasmose congênita.

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