Ginecologia/Mulher - Mulher que descontinua terapia hormonal corre mais risco de fraturar o quadril
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Ginecologia/Mulher

Mulher que descontinua terapia hormonal corre mais risco de fraturar o quadril

25/07/2011

Mulheres que interromperam o tratamento apresentaram menor densidade mineral óssea e um risco 55% maior de fraturas

 

O estudo, liderado pela professora de pediatria e medicina preventiva Roksana Karim e pelo ortopedista Richard M. Dell, acompanhou mais de 80 mil mulheres com idade de 60 anos ou mais na Califórnia.

As mulheres que tomavam terapia hormonal em junho de 2002 foram acompanhadas até dezembro de 2008 para obtenção de dados sobre a continuação ou interrupção do tratamento.

A pesquisa longitudinal observacional determinou que as mulheres que interromperam a terapia hormonal tiveram um risco 55% maior de fraturas de quadril e menor densidade mineral óssea. O risco aumentou cedo, dois anos após as mulheres deixarem a terapia.

Karim disse que os resultados deste estudo devem encorajar as mulheres e os médicos a reconsiderar os benefícios desse tipo de tratamento à saúde óssea.

"Se observarmos as pesquisas recentes, há benefícios e riscos cardiovasculares raros, particularmente nas mulheres que entraram recentemente na menopausa. Talvez seja hora de repensar as diretrizes sobre a terapia hormonal para as mulheres com um risco alto de fratura de quadril", disse Karim.

O estudo também descobriu que as mulheres que tomaram bisfosfonatos (Fosamax, por exemplo) depois de parar a terapia hormonal perceberam pouco benefício destas drogas.

"Nós já sabíamos há muito tempo que as mulheres que não tomam hormônios após a menopausa correm um risco muito maior de sofrer uma fratura óssea do que as mulheres que tomam hormônios. Este novo estudo mostra muito bem que quando a terapia hormonal é interrompida, o risco de fratura de quadril sobe substancialmente", disse o professor de medicina preventiva Howard N. Hodis.

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, um a cada cinco pacientes com fratura de quadril morre dentro de um ano após o ocorrido. Os dados recentes também mostram um aumento de 55% de risco de AVC dentro de um ano após o trauma.

O estudo foi limitado pela falta de dados sobre o período em que as mulheres fizeram a terapia hormonal antes de 2002. Os dados completos sobre a forma como muitas das mulheres tinham sofrido fraturas anteriores - uma indicação de maior risco - também não estavam disponíveis antes de 2002.

As mulheres devem consultar seus médicos para determinar se estão em alto risco de perda óssea e fazer o exame para verificar a densidade óssea, além de realizar uma revisão do histórco familiar de fraturas.

Estudos anteriores demonstraram conclusivamente que as mulheres que fizeram a terapia hormonal tiveram redução substancial da perda de massa óssea em relação às mulheres que tomaram um placebo.

"A terapia hormonal é a única terapia que demonstrou reduzir fraturas ósseas em uma população de mulheres que não foi selecionada por ser de alto risco para fratura óssea. Esta população representa a típica mulher na menopausa", disse Hodis.

Hodis observou que as mulheres podem considerar a terapia hormonal individualizada. Por exemplo, dados recentes mostraram que a redução no risco de câncer de mama observado após sete anos de terapia com o estrogênio foi reduzido em mulheres que foram acompanhadas por um período adicional de cinco anos.

Fonte: Isaude.net
 
 
 


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