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Ginecologia/Mulher

Esterilização Feminina: critérios médicos de elegibilidade (WHO, 1996)

29/08/2011
CRITÉRIOS MÉDICOS DE ELEGIBILIDADE DESENVOLCIDOS PELA OMS PARA ESTERILIZAÇÃO FEMININA (WHO, 1996)
 

Referência Bibliográfica - World Health Organization (WHO). Improving access to quality care in family planning: Medical eligibility criteria for contraceptive use. Geneva, WHO, Family and Reproductive Health, 1996.

Nenhuma condição médica impede a mulher de submeter-se à esterilização. Existem condições e circunstâncias que indicam que algumas precauções devem ser adotadas.

Categoria S (especial)
Pós-parto(a):
Menos de 7 dias ou 42 dias ou mais
Pré-eclâmpsia leve
Perfuração ou rotura uterina pós-parto
Amamentação
Pós-aborto não complicado
Perfuração ou rotura uterina pós-aborto
Fumante
Hipertensão arterial
PA sistólica maior ou igual a 160 ou PA diastólica maior ou igual a 100
Doença vascular
Múltiplos fatores de risco para doença arterial cardiovascular (como idade avançada, fumo, hipertensão e diabetes)
História de pré-eclâmpsia
História de diabetes gestacional
Diabetes com nefropatia/retinopatia/neuropatia, outras doenças vasculares ou duração maior que 20 anos
História de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar(b)
História familiar de doença tromboembólica (parentesco de 1º grau)
Cirurgia de grande porte sem imobilização prolongada
Cirurgia de pequeno porte sem imobilização
Varizes
Tromboflebite superficial
Hiperlipidemias
Doença cardíaca valvular complicada (hipertensão pulmonar, fibrilação atrial, história de endocardite bacteriana)(c)
Cefaléia ou enxaqueca
Sangramento vaginal irregular não volumoso, ou volumoso e prolongado
Nódulo mamário sem diagnóstico
Doença mamária benigna
Câncer de mama no passado e sem evidência de doença nos últimos cinco anos
História familiar de câncer de mama
Neoplasia intraepitelial cervical
Ectopia cervical
Doença inflamatória pélvica no passado com gravidez subseqüente
Doença sexualmente transmissível (DST) nos últimos três meses, vaginite sem cervicite purulenta ou risco aumentado para DST
AIDS(d)
HIV positivo
Alto risco para HIV
Doença biliar tratada ou assintomática
História de colestase associada à gravidez ou ao uso de anticoncepcional oral combinado no passado
Portadora assintomática de hepatite viral
Cirrose grave (descompensada)
Gravidez ectópica no passado
Tireoidopatias:
Bócio simples
Hipertireoidismo
Doença trofoblástica gestacional benigna
Esquistossomose com fibrose hepática(e)
Malária
Nuliparidade ou multiparidade(f)
Dismenorréia grave
Doença respiratória crônica: asma, bronquite, enfizema, infecção pulmonar(g)
Tuberculose pélvica ou não-pélvica
Útero fixo devido a infecção ou cirurgia prévia
Tumores ovarianos benignos (incluindo cistos)
Hérnia umbilical ou de parede abdominal(h)
Esterilização simultânea à cesárea(a)

(a) Não existem razões médicas que impedem a realização do procedimento; entretanto, segundo a legislação federal "é vedada a esterilização cirúrgica em mulher durante os períodos de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores".
(b)Existe risco de recorrência ou embolia: a deambulação precoce reduz o risco pós-operatório de trombose ou embolia.
(c)Os riscos cirúrgico e anestésico são elevados. Se há fibrilação atrial instável ou endocardite bacteriana subaguda, o procedimento deve ser adiado.
(d)O uso de condom deve ser recomendado após a esterilização; se a mulher com AIDS apresenta mau estado geral, o procedimento deve ser adiado.
(e)A função hepática deve ser avaliada.
(f)Não existem razões médicas que restrinjam o procedimento em qualquer paridade; entretanto, legislação federal impede sua realização em mulheres com menos de dois filhos.
(g)Durante laparoscopia, a mulher pode apresentar exacerbação dos sintomas devido à elevação do diafragma provocada pelo pneumoperitônio, posição de Trendelenburg ou pela diminuição do retorno venoso.
(h)A correção da hérnia pode ser feita simultaneamente à laqueadura, se possível.

Categoria C (cautela)
Idade baixa
Hipertensão arterial no passado se a PA não pode ser avaliada
Hipertensão arterial: PA 140-159/90-99Hipertensão adequadamente controlada se a PA pode ser avaliada
Diabetes insulino-dependente ou não
Doença cardíaca isquêmica no passado
AVC - acidente vascular cerebral
Cardiopatia valvular não complicada
Câncer de mama atual
Doença inflamatória pélvica no passado sem gravidez subseqüente(b)
Cirrose leve (compensada)(c)
Tumores hepáticos benignos ou malignos(c)
Mioma uterino(d)
Obesidade: IMC maior ou igual a 30kg/m2(e)
Hipotireoidismo
Anemia falciforme(f)
Talassemia
Anemia ferropriva: Hb maior ou igual a 7 e menor que 10g/dl(g)
Epilepsia
Esquistossomose com fibrose hepática(c)
Hérnia diafragmática(h)
Doença renal(i)
Desnutrição grave(j)
Esterilização simultânea a cirurgia abdominal eletiva

(a)Não existem razões médicas que restrinjam o procedimento para qualquer idade; entretanto, legislação federal impede sua realização em mulheres com 25 anos de idade ou menos.
(b)Um exame pélvico cuidadoso deve ser realizado para afastar infecção persistente ou recorrente e avaliar a mobilidade uterina.
(c)A coagulação sanguínea e a função hepática podem estar alteradas. Deve-se a avaliar a função hepática.
(d)Tumores volumosos podem dificultar a localização das trompas e a mobilização do útero.
(e)O procedimento é mais difícil, existe aumento do risco para infecção e deiscência de parede.
(f)Existe aumento do risco para crises falciformes, complicações pulmonares, cardíacas e neurológicas e infecção de parede.
(g)Deve-se identificar a doença subjacente e monitorar os níveis de hemoglobina pré e pós-operatórios.
(h)Durante laparoscopia, a mulher pode apresentar exacerbação dos sintomas devido à elevação do diafragma provocada pelo pneumoperitônio, posição de Trendelenburg ou pela diminuição do retorno venoso.
(i)Pode haver aumento do risco para infecção, choque hipovolêmico, anemia, distúrbios eletrolíticos, neuropatia periférica e anormalidades no metabolismo e excreção de drogas.
(j)Pode haver aumento do risco para infecção de parede.
 
Categoria D (adiar)
Gravidez
Pós-parto(a)
7 a 42 dias após o parto(b)
Pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia(c)
Ruptura prolongada de membranas: 24 horas ou mais(d)
Sepsis puerperal, febre intraparto ou puerperal(d)
Hemorragia anteparto ou pós-parto grave(e)
Traumatismos graves do trato genital durante o parto(e)
Pós-aborto
Sepsis ou febre pós-aborto(d)
Hemorragia grave pós-aborto(e)
Traumatismos graves do trato genital por aborto(e)
Hematométrio agudo(e)
Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar atual(f)
Cirurgia de grande porte com imobilização prolongada
Cardiopatia isquêmica atual
Sangramento vaginal inexplicado (antes da avaliação)
Doença trofoblástica gestacional maligna
Câncer de colo uterino (aguardando tratamento)
Câncer de ovário ou de endométrio
Doença inflamatória pélvica atual ou nos últimos três meses(g)
Doença sexualmente transmissível atual (incluindo cervicite purulenta)(d)
Doença biliar sintomática
Hepatite viral ativa
Doença trofoblástica gestacional maligna
Anemia ferropriva (Hb < 7g/dl)
Infecção de pele no abdome
Doença respiratória aguda (bronquite, pneumonia)
Infecção generalizada ou gastroenterite(h)
Esterilização simultânea a cirurgia abdominal de emergência ou com infecção

(a)Não existem razões médicas que impedem a realização do procedimento; entretanto, segundo a legislação federal "é vedada a esterilização cirúrgica em mulher durante os períodos de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores".
(b)Existe aumento do risco para complicações se o útero não está completamente involuído.
(c)Existe aumento do risco anestésico.
(d)Existe aumento do risco para infecção pós-operatória.
(e)Existe significativa perda sanguínea e anemia; há aumento do risco para insuficiência renal aguda devido a hipotensão prolongada.
(f)Existe risco de recorrência ou embolia; a mulher não deve ser exposta a situações que elevam a resistência vascular pulmonar ou diminuem a volemia ou diminuem a resistência vascular sistêmica.
(g)Existe aumento do risco para infecções e aderências.
(h)Existe aumento do risco para desidratação, complicações anestésicas e infecções.

 

Fonte:

 

http://www.unifesp.br/dgineco/planfamiliar/anticoncepcao/criterios/frameset.htm

 

 


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