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diagnóstico e laboratório

Teste de DNA permite diagnóstico não-invasivo para câncer no pâncreas

01/10/2011

Câncer de pâncreas tem uma das maiores taxas de mortalidade, 94% dos pacientes morrem em até 5 anos após o diagnóstico

 

O câncer de pâncreas tem uma das maiores taxas de mortalidade entre os principais tipos de tumores, e dos mais de 43 mil americanos diagnosticados a cada ano, quase 95% morrem dentro de cinco anos após o surgimento da doença. Uma razão para este elevado número de mortes é a falta de exame eficazes para o diagnóstico precoce. Mas agora os pesquisadores da Mayo Clinic acreditam ter encontrado uma nova maneira de descobrir o câncer de pâncreas com testes de DNA em amostras de fezes dos pacientes. A pesquisa foi apresentada na conferência de 2011 da Digestive Disease Week, realizada de 7 a 10 maio, em Chicago (EUA).

"Sabemos que no câncer de cólon podemos detectar algumas assinaturas moleculares de cânceres e de pré-cânceres, e estávamos interessados em tentar determinar se poderíamos fazer a mesma coisa, especificamente com um exame de fezes, para o câncer de pâncreas", diz o Me. John Kisiel, gastroenterologista da Mayo Clinic, que apresentou as conclusões do estudo.

O estudo foi focado na detecção de metilações em amostras de fezes de 127 pacientes, 60 deles com diagnóstico de câncer de pâncreas e 67 que não foram diagnosticados com câncer. A metilação é um tipo de modificação de DNA fortemente associado com cânceres e pré-cânceres. A equipe de pesquisa quis testar se eles poderiam detectar com segurança quaisquer tipos de genes metilados em amostras de fezes das pessoas no grupo de estudo que já haviam sido diagnosticadas com câncer pancreático.

"Descobrimos que um marcador foi detectado com segurança tanto nas amostras de tecidos quanto nas fezes de pacientes com câncer pancreático, e que comparava-se favoravelmente com um outro tipo de marcador - a mutação de um gene chamado KRAS", diz o Dr. Kisiel. "Quando observamos os dois marcadores juntos, a precisão dos dois marcadores combinados foi significativamente melhor do que com qualquer marcador sozinho". No geral, o marcador metilado (chamado BMP3) e os genes KRAS mutantes foram detectados em 70% daqueles no estudo que tinham câncer no pâncreas.

A triagem detectou os marcadores independentemente do estágio do câncer ou da localização do câncer no pâncreas. Estes resultados podem levar a detecção mais precoce do câncer de pâncreas, o que poderia aumentar significativamente a taxa de sobrevivência para aqueles que têm a doença. Os exames de fezes também são não-invasivos e as amostras podem ser recolhidas pelos pacientes em casa e enviadas para o laboratório, sem uma visita ao consultório ou à clínica.

No final das contas, os pesquisadores esperam expandir este estudo inicial para criar exames de fezes eficazes para todos os cânceres que afetam o trato gastrointestinal. "Nós agora podemos detectar com segurança um marcador de metilação nas fezes que sabemos estar presente nos cânceres em estágio curável e marcadores semelhantes foram encontrados nos pré-cânceres", diz o Dr. Kisiel. "Isso vai nos levar a tentar testar pacientes com espécies de tumor adicionais para obter mais marcadores de diagnóstico desse tipo para que possamos desenvolver um painel de marcadores que possa abranger todos os cânceres e pré-cânceres ao longo do trato gastrointestinal".

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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