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Câncer/Oncologia/Tumor

Exame de sangue reduz número de diagnósticos falsos de câncer de mama

28/10/2011

Proteínas liberadas pelo tumor podem ser identificadas por meio de exame de sangue capaz de distinguir câncer de nódulos benignos

 
 

Estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos identificou uma forma de reduzir o número de "alarmes falsos" durante a triagem inicial para o diagnóstico do câncer de mama. Resultados apontam que um grupo de proteínas liberadas pelo tumor podem ser identificadas por meio de um exame de sangue capaz de diferenciar câncer de nódulos benignos.

No entanto, tais biomarcadores existem em vários subtipos com características distintas. Sendo assim o biólogo líder da pesquisa, Richard Zangar, e sua equipe buscaram biomarcadores específicos para cada subtipo relacionado ao câncer de mama para aumentar as chances de diagnósticos corretos.

Para explorar essa idéia, Zangar escolheu 23 biomarcadores candidatos e os mediu usando testes semelhantes aos encontrados em clínicas. A equipe comparou as proteínas no sangue de quatro grupos de mulheres - cerca de 20 mulheres em cada um dos quatro subtipos de câncer de mama - às proteínas no sangue das mulheres com nódulos benignos que já haviam sido identificados como falsos positivos. Depois, a equipe de Zangar deteve-se a um punhado de biomarcadores para cada subtipo que melhor poderia distinguir entre os positivos mais verdadeiros e os falsos positivos menos falsos.

O painel de biomarcadores para cada subtipo foi significativamente melhor em distinguir entre câncer de mama e os nódulos benignos do que as mamografias ou os biomarcadores individuais. O teste estatístico da equipe utilizou taxas de desempenho 0.5 a 1.0 - com 0.5 indicando que o painel de biomarcadores prevê o câncer aleatoriamente e 1.0 significando que ele é perfeito. As mamografias e os melhores biomarcadores únicos ficaram em torno de 0.8. Mas, para dois dos subtipos de câncer da mama mais comuns, os painéis de biomarcadores ficaram classificados acima de 0.95 e chegaram a 0.99, dependendo de quais proteínas foram incluídas nele.

"Talvez os pesquisadores não tenham encontrado biomarcadores bons porque trataram os diferentes subtipos como uma doença única, mas eles realmente representam doenças únicas que estão associadas com biomarcadores diferentes. Esperamos que estes resultados possam ser repetidos, porque estes ensaios melhorariam sensivelmente nossa capacidade de detectar o câncer de mama no início, quando o tratamento é mais eficaz, menos dispendioso e menos agressivo", disse Zangar.

Além disso, o estudo fornece pistas sobre a biologia subjacente ao câncer de mama. Quatro dos biomarcadores são proteínas envolvidas no desenvolvimento mamário normal que são ativadas e desativadas em horários diferentes durante o crescimento. O fato de que estas proteínas aparecem em diferentes formas, dependendo do subtipo do câncer de mama, pode fornecer pistas sobre o que dá errado quando o tecido mamário se torna canceroso.

A equipe está buscando um financiamento adicional para repetir o estudo em grupos maiores de mulheres e para acompanhar os voluntários por vários anos.

 
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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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