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Nutrologia/Alimentos/Nutrição

Recomendações Nutricionais na Síndrome Metabólica

23/11/2011
 A Síndrome Metabólica (SM) foi designada, inicialmente, de Síndrome X, em 1923. Caracterizada pela associação entre obesidade, hipertensão arterial e gota. Mais tarde, foram acrescidas outras comorbidades como HDLc baixo, hipertrigliceridemia, etc. E, em 1998, a OMS, padronizou o conceito de Síndrome Metabólica, considerando os componentes: hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade generalizada ou central.
            Nos EUA, a SM apresenta prevalência de 40% em adultos com mais de 60 anos e acomete também adultos entre 20 e 49 anos.
            No Brasil, cerca de 40% da população adulta apresenta algum grau de obesidade. Isto se deve às mudanças no padrão alimentar do brasileiro, que foi gradualmente substituído por preparações altamente calóricas, de baixo valor nutricional e ricos em gorduras, sódio e xenobióticos.
            O tratamento inicial para SM combina a realização de plano alimentar adequado e atividade física, estando comprovado que esta associação leva a redução de circunferência abdominal, queda na glicemia, diminuição da pressão arterial e da trigliceridemia.
            A orientação ao paciente deve estar focada na educação nutricional, de forma a garantir seu aprendizado quanto a uma alimentação balanceada, que deve incluir: os macronutrientes em quantidades adequadas, limitando o consumo de gorduras saturadas e trans, lembrando ao paciente que os óleos vegetais constituem-se de gorduras saudáveis necessárias ao organismo e, por isso, não devem ser excluídas; incluir alimentos ricos em fibras, que colaboram para a saciedade e diminuem de forma direta e indireta os níveis séricos de glicose e o perfil lipídico; quanto as proteínas sugere-se consumo de carnes magras, as quais devem ter retiradas as gorduras e as peles (no caso de aves) antes do preparo;
 
para os laticínios, preferir os desnatados e queijos menos amarelos como branco, ricota, cottage, mussarela de búfala, requeijão light, etc.
            Sabe-se que o ômega 3 apresenta papel antiinflamatório, e tem efeito cardioprotetor, assim recomenda-se o consumo de peixes ricos neste nutriente, que são: salmão, atum, sardinha, truta e arenque.
            Nutrientes antioxidantes, que irão agir na neutralização de radicais livres, proporcionando proteção contra reações oxidativas, também devem ser lembrados no momento da orientação, incluindo no plano alimentar alimentos ricos em vitaminas e minerais como C, A e E, selênio.
            Alguns autores também relatam benefícios na redução do colesterol, na hipertrigliceridemia e no controle da pressão arterial com a utilização do FOS (frutooligossacarídeo) e da inulina, que são considerados alimentos prebióticos.
            No momento da orientação nutricional é importante reconhecer a individualidade de cada paciente, oferecendo a ele conhecimento para que possa tomar as decisões mais adequadas no momento da alimentação.
Fonte:
- Nutrição Profissional – Ano II – Jan/Fev 2006
- Apostila Curso de Solicitação e interpretação de Exames Laboratoriais
Clínica de Nutrição Especializada Evie Mandelbaum
 
Dra Valesca Bonafim Cardoso - CRN-3: 23968P
Nutricionista (FSP – USP)
Nutricionista da Clínica de Nutrição Especializada Evie Mandelbaum
Dra Evie Mandelbaum - CRN-3: 6037
Nutricionista Gerontóloga (FSP - USP / SBGG)
Especialização em Nutrição em Cardiologia (InCor - HCFMUSP)
Autora dos livros:
`Atendimento Sistematizado em Nutrição` - Ed. Atheneu, 2002.
`Cuidado, olha o crachá no prato !` - Ed. Alegro, 2004.
 
 
 
 
 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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