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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Cirurgia valvar mitral via toracotomia ântero-lateral direita: a canulação aórtica é segura?

01/06/2012

Marco Antonio Vieira Guedes; Pablo Maria Alberto Pomerantzeff; Carlos Manuel de Almeida Brandão; Marcelo Luiz Campos Vieira; Max Grinberg; Noedir Antonio Groppo Stolf

Rev Bras Cir Cardiovasc 2010;25(3):322-325

Introdução: A toracotomia ântero-lateral direita tem sido utilizada como uma alternativa para a abordagem cirúrgica da valva mitral. Nestes casos, a canulação femoral continua sendo utilizada, possibilitando a ocorrência de complicações. Objetivo: Descrever a técnica e os resultados do tratamento da valva mitral via toracotomia ântero-lateral direita, utilizando a canulação aórtica para instalação da circulação extracorpórea. Métodos: Entre 1983 e 2008, 100 pacientes consecutivos, com média de idade 35 ± 13 anos, 96 (96%) do sexo feminino, foram submetidos ao tratamento cirúrgico da valva mitral no InCor-HC-FMUSP, através da toracotomia ântero-lateral direita associada à canulação aórtica. Destes, 80 (80%) pacientes apresentavam etiologia reumática e 84 (84%) classe funcional III ou IV. Resultados: Foram realizadas 45 (45%) comissurotomias, 38 (38%) plásticas, sete (7%) substituições da valva mitral, sete (7%) re-comissurotomias e três (3%) substituição de prótese mitral. Cirurgia conservadora foi realizada em 90 (90%) dos pacientes. O tempo médio de CEC e pinçamento foi 57 ± 27 min e 39 ± 19 min, respectivamente. Não ocorreram óbitos hospitalares, reoperações por sangramento ou conversão para esternotomia. Complicações intraoperatórias foram relacionadas à dissecção cardíaca (5%), principalmente nas reoperações (3%). As principais complicações pós-operatórias foram relacionadas ao sistema pulmonar (11%), seguidas de fibrilação atrial (10%), porém sem repercussões sistêmicas graves. A média de internação hospitalar foi de 8 ± 3 dias. O seguimento foi 6.038 pacientes/mês. A sobrevida atuarial e livre de reoperação foi de 98,0 ± 1,9% e 81,4 ± 7,8% em 180 meses, respectivamente. Conclusão: A utilização da toracotomia ântero-lateral direita associada a canulação aórtica na abordagem cirúrgica da valva mitral é uma técnica simples, reprodutível e segura. Introdução: A toracotomia ântero-lateral direita tem sido utilizada como uma alternativa para a abordagem cirúrgica da valva mitral. Nestes casos, a canulação femoral continua sendo utilizada, possibilitando a ocorrência de complicações. Objetivo: Descrever a técnica e os resultados do tratamento da valva mitral via toracotomia ântero-lateral direita, utilizando a canulação aórtica para instalação da circulação extracorpórea. Métodos: Entre 1983 e 2008, 100 pacientes consecutivos, com média de idade 35 ± 13 anos, 96 (96%) do sexo feminino, foram submetidos ao tratamento cirúrgico da valva mitral no InCor-HC-FMUSP, através da toracotomia ântero-lateral direita associada à canulação aórtica. Destes, 80 (80%) pacientes apresentavam etiologia reumática e 84 (84%) classe funcional III ou IV. Resultados: Foram realizadas 45 (45%) comissurotomias, 38 (38%) plásticas, sete (7%) substituições da valva mitral, sete (7%) re-comissurotomias e três (3%) substituição de prótese mitral. Cirurgia conservadora foi realizada em 90 (90%) dos pacientes. O tempo médio de CEC e pinçamento foi 57 ± 27 min e 39 ± 19 min, respectivamente. Não ocorreram óbitos hospitalares, reoperações por sangramento ou conversão para esternotomia. Complicações intraoperatórias foram relacionadas à dissecção cardíaca (5%), principalmente nas reoperações (3%). As principais complicações pós-operatórias foram relacionadas ao sistema pulmonar (11%), seguidas de fibrilação atrial (10%), porém sem repercussões sistêmicas graves. A média de internação hospitalar foi de 8 ± 3 dias. O seguimento foi 6.038 pacientes/mês. A sobrevida atuarial e livre de reoperação foi de 98,0 ± 1,9% e 81,4 ± 7,8% em 180 meses, respectivamente. Conclusão: A utilização da toracotomia ântero-lateral direita associada a canulação aórtica na abordagem cirúrgica da valva mitral é uma técnica simples, reprodutível e segura.

Palavras-chave: Valva mitral. Circulação extracorpórea. Cirurgia torácica. Valvas cardíacas. Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos.

 

Fonte:

http://www.rbccv.org.br/related-articles/1123/Aspectos_da_funcao_pulmonar_apos_revascularizacao_do_miocardio_relacionados_com_risco_pre_operatorio

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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