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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Uso de pílula e álcool na adolescência afeta saúde cardiovascular na vida adulta

30/07/2012

 

Estilo de vida na adolescência afecta a saúde cardiovascular na idade adulta. De acordo com estudo realizado na Austrália, consumo de álcool entre rapazes e uso de pílula entre raparigas possui associação com níveis mais elevados de tensão arterial no final da adolescência. Consumo elevado de sal e aumento do índice de massa corporal (IMC) também se configuram como factores de risco no período, avança o portal ISaúde.

 

As diferenças substanciais na tensão arterial encontradas no estudo, entre jovens com estilo de vida mais saudável ou menos favorável, afectam de forma significativa o risco para desenvolvimento de doença isquémica do coração e acidente vascular cerebral (AVC) na vida adulta, advertem os investigadores.

 

Eles acrescentam que a adolescência é um tempo de vida quando os comportamentos "tendem a se enraizarem" e destacam que neste estágio "significativos benefícios para a saúde pública podem ser alcançados com a implementação de uma série de modificações capazes de levar à adopção de estilos de vida mais adequados".

 

Por trás das advertências estão resultados do Western Australian Pregnancy Cohort (Raine) Study, no qual 2.868 crianças nascidas em 1989 foram acompanhadas nas idades de 1, 2, 3, 5, 8, 10, 14 e 17 anos (quando 1.771 estavam disponíveis para o estudo). Os voluntários foram questionados sobre consumo de álcool, tabagismo, actividade física, medicamentos de prescrição (incluindo o uso de contraceptivos orais), e hábitos alimentares, e a associação entre cada um desses factores e a tensão arterial sistólica e diastólica foi calculada.

 

Os rapazes apresentaram uma tensão arterial sistólica 9 mmHg maior do que raparigas que não tomavam pílula. Entre os rapazes, a tensão arterial sistólica foi significativamente associada com o IMC, sódio urinário (como um marcador do consumo de sal) e consumo de álcool. E mesmo quando ajustado para IMC, a relação com álcool e sal permaneceu. O estudo também descobriu que o hábito de praticar actividade física foi associado com menor tensão arterial diastólica. Usando critérios para definição da tensão arterial de adultos, o estudo mostrou que aproximadamente 24% dos adolescentes eram pré-hipertensos e hipertensos; notavelmente, 34% dos jovens com excesso de peso e 38% dos obesos figuravam nas categorias de indivíduos com tensão arterial elevada.

 

Entre as raparigas, o uso da pílula foi associado de forma significativa com tensão arterial elevada. Por exemplo, a tensão arterial sistólica de raparigas que tomam a pílula (30% do grupo) foi 3,3 mmHg maior, além disso, assim como entre os rapazes, quando maior o IMC maior a tensão arterial. No entanto, a pressão arterial das adolescentes não apresentaram alterações relacionadas ao consumo de álcool.

 

"Os adolescentes precisam estar cientes de que um estilo que predispõe à obesidade, com elevado consumo de sal, ingestão de álcool pode levar a consequências adversas à saúde na vida adulta. Os efeitos são cumulativos e já associados à hipertensão. Além disso, adolescentes que tomam contraceptivos orais devem ser alertadas sobre a necessidade de monitorização regular da tensão arterial", conclui o investigador envolvido no estudo Chi Le-Ha, do Royal Perth Hospital (Austrália).
 

http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/12-07-12/uso-de-pilula-e-alcool-na-adolescencia-afecta-saude-cardiovascular-na-vid

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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