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Teses/Estudos Avançados/Questões

Manifestações somáticas da depressão do idoso

17/09/2012
Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10316/20398

Título:  Manifestações somáticas da depressão do idoso
Autor:  Pimentel, Sara Isabel da Costa
Orientador:  Quartilho, Manuel João Rodrigues
Palavras-chave:  Depressão
Idoso
Sintomas
Data:  2010
Resumo:  Introdução: A esperança média de vida e a prevalência da depressão têm vindo a aumentar progressivamente, sendo previsível que mantenham esta tendência, nos próximos anos. Nos idosos, uma das particularidades desta patologia é o predomínio de manifestações de sintomas somáticos, em relação aos sintomas do humor. Este facto pode protelar o diagnóstico, e consequentemente o tratamento, especialmente se co-existe patologia médica. Objectivos: Analisar as características particulares das manifestações somáticas na depressão do idoso, a sua influência nas estratégias para diagnóstico e tratamento e o seu reflexo no prognóstico da mesma. Desenvolver a influência das particularidades da depressão geriátrica, no desempenho do clínico geral e suas dificuldades na abordagem desta situação, bem como a necessidade de cuidados psiquiátricos diferenciados. Desenvolvimento: A apresentação clínica da depressão é menos evidente no idoso que no jovem. Muitas vezes, a depressão exprime-se apenas por sintomas somáticos ou modificações do comportamento habitual, frequentemente subestimadas nos idosos, por serem relacionadas com a comorbilidade médica, a polimedicação ou as alterações próprias da idade. Estes sintomas estão associados a recorrência mais frequente aos serviços de saúde e a sua severidade é proporcional à gravidade da depressão. A DSM-IV e a ICD-10 contemplam os sintomas somáticos, mas não estão adaptadas às especificidades da depressão no idoso. A primeira tem mesmo recomendações específicas para excluir os sintomas somáticos claramente associados a patologia médica, no entanto, muitas vezes, essa destrinça não é fácil, tendo surgido várias abordagens diagnósticas dos sintomas somáticos, tentando dar resposta a este dilema. Não obstante, não há consensos quanto à maior validade de qualquer uma delas sobre as outras. As escalas de avaliação da depressão são também importantes no idoso, como forma de acesso rápido e simples. A utilização de escalas com ou sem sintomas somáticos não reúne consenso entre os vários autores. Consequentemente, o diagnóstico da depressão do idoso não é fácil, estimando-se que seja bastante subestimado, especialmente nos cuidados primários de saúde, onde o idoso mais recorre, mas onde o clínico geral se depara com inúmeros entraves. A par do diagnóstico, também o tratamento é muito importante, assumindo algumas particularidades no idoso e podendo ser necessária a colaboração do psiquiatra, na tentativa de melhorar o prognóstico. Conclusões: A principal implicação dos sintomas somáticos na depressão do idoso é no diagnóstico, onde o seu uso como critérios de depressão deve ser prudente, atendendo-se à sua forma de aparecimento, à gravidade e às características particulares do doente.
Introduction: Life’s mean expectancy and the prevalence of depression have progressively increased, and the continuity of this tendency is foreseeable in the next few years. Among the elder, one of the unique traits of this pathology is the prevalence of somatic symptoms manifestation concerning mood symptoms. This can defer the diagnosis and consequently the treatment, particularly when a medical pathology is coexistent. Objectives: To study particular traits of the somatic manifestations in depression among the elder, its influence in diagnostic and treatment strategies and the effect in its own prognostic. To further study the impact of geriatric depression attributes in the general clinical performance and the problems pertaining to this approach, as well as the need for a different psychiatric care. Development: Clinical observation of depression is less obvious among the elder than it is among young people. Frequently, depression manifests itself through somatic symptoms alone, or by changes in the regular behaviour that are commonly overlooked in elder people as they can be related to medical co-morbilities, polimedication or normal age-related alterations. These symptoms relate to a higher level of medical care pursuit and their seriousness is proportional to the severity of depression. DSM-IV and ICD-10 comprise somatic symptoms, but they are not suitable for the unique qualities of depression among the elder. The former even advocates the exclusion of somatic symptoms clearly connected to a medical pathology, although many times that discrimination is difficult to establish. Many diagnostic approaches to somatic symptoms have been developed in an attempt to solve this dilemma, however, there are no consensual opinions concerning the validity of one over the other. Measurement scales for depression are also very important for elder people, since they convey a quick and easy access. The adoption of scales, with or without somatic symptoms, is not agreed upon among the authors. As a result, the diagnosis of depression in elder people is not easy and is probably largely underestimated, particularly in primary health care, where elder people turn to the most and where several problems limit the general practitioners work. Treatment is as important as diagnosis since it assumes some unique traits when it comes to elder people, and psychiatrist collaboration is sometimes necessary in an attempt to improve prognosis. Conclusions: The main impact of somatic symptoms in depression among the elder occurs during diagnosis, and its use as depression criteria must be careful, taking in consideration its manifestation, its severity and the unique traits of the patient.
URI:  http://hdl.handle.net/10316/20398
Aparece nas colecções: FMUC Medicina - Teses de Mestrado

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