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Síndrome pré-menstrual - TPM

07/07/2003
 


Durante três semanas de cada mês, as mulheres sentem-se enérgicas, ativas e tranqüilas. Uma semana antes do início do período, tudo muda. O temperamento oscila entre a depressão e a irritabilidade. Os seios tornam-se mais volumosos e o abdomen avoluma-se. Para milhões de mulheres estes sintomas subsistem até que a menstruação se inicia. É o síndrome pré-menstrual, tão antiga quanto a própria humanidade.

Não há que se deixar abater por esses sintomas. Nos últimos anos estamos sabendo muito sobre a síndrome pré-menstrual e os médicos podem recomendar todo um conjunto de medicamentos que ajudam a aliviar a situação.
Noutros tempos, acreditava-se que a síndrome pré-menstrual era algo que apenas "passava pela cabeça" das mulheres. Hoje sabe-se que esses sintomas são reais e não imaginários. De fato, calcula-se que 30 a 40 por cento das mulheres apresentam sintomas suficientemente graves para perturbar as suas atividades quotidianas. Cerca de 7 por cento conhecem uma forma de síndrome pré-menstrual tão incapacitante que tem mesmo uma designação psiquiátrica - desordem disfórica pré-menstrual. Ninguém sabe ao certo o que provoca a síndrome pré-menstrual. Alguns especialistas acreditam tratar-se de alterações químicas no cérebro. Os hormônios também podem ter o seu papel.
Por outro lado, os baixos níveis de vitaminas e minerais têm sido associados a alguns dos sintomas, o mesmo acontecendo com os alimentos salgados que podem provocar a retenção dos fluídos. A ingestão de bebidas alcoólicas, por sua vez, pode provocar alterações no comportamento.
Não há nenhum teste que permita diagnosticar a síndrome pré-menstrual. O médico poderá pedir que a doente estabeleça uma tabela das suas menstruações para apurar quando ocorrem e por quanto tempo subsistem.

Tratamento sem medicamentos

O tratamento depende da identificação de quais são os sintomas mais perturbadores. Depois desta fase prévia torna-se necessária, quase sempre, uma combinação de terapias. Pode começar por uma alteração da dieta. A escolha de alimentos que contenham doses elevadas de hidratos de carbono complexos (frutos, vegetais e cereais integrais) é altamente recomendável. Ao mesmo tempo, é também preferível ingerir várias refeições diárias, em vez das habituais três mais completas. Limitar a cafeína, o álcool e os alimentos salgados integra ainda a escolha de uma dieta adequada.
Para além da componente da alimentação, as mulheres deverão recorrer à prática regular de exercício físico. Experimente os exercícios aeróbicos leves (caminhada rápida, bicicleta) durante 20 a 30 minutos, pelo menos três vezes por semana. Na altura em que a síndrome pré-menstrual se manifestar, intensifique o exercício.
Também não perde nada se aprender algumas técnicas de redução do stress como o relaxamento muscular progressivo ou os exercícios de respiração profunda.

Casos mais sérios

Se as estratégicas de alteração do modo de vida não reduzirem os sintomas em 2 ou 3 meses, o médico poderá prescrever alguns medicamentos. Uma possibilidade passa pelos contraceptivos orais. Estes produzem o efeito de interromper a ovulação, o que permite, geralmente, aliviar os sintomas. Os contraceptivos orais mais recentes apresentam menores efeitos colaterais.
Além dos contraceptivos, se o médico assim o entender, poderá também receitar antidepressivos. Este tipo de inibidores podem reduzir as perturbações associadas à síndrome pré-menstrual em 60 a 70 por cento das mulheres. Outra hipótese consiste no recurso aos anti-inflamatórios. Tomados antes do período podem limitar as dores e o desconforto.
Existe ainda a possibilidade de o médico prescrever certas medicações complementares, embora as investigações neste campo tenham ainda que ser aprofundadas. Um dos estudos já realizados apurou que os suplementos de cálcio podem ter uma ação benéfica. Segundo os dados recolhidos junto de 500 mulheres, a ingestão diária de 1.200 miligramas de carbonato de cálcio mastigável reduziu os sintomas físicos e psicológicos da síndrome pré-menstrual em quase 50 por cento. Um outro estudo demonstrou que 200 mg diárias de magnésio reduziriam a retenção de fluídos, a flacidez e o inchaço dos seios.
É também possível, embora aqui as certezas sejam menores, que uma bebida com uma fórmula que mistura hidratos de carbono, vitaminas e minerais possa diminuir os estados de depressão, irritabilidade e confusão. A vitamina E parece poder igualmente auxiliar a dissipar os sintomas da síndrome pré-menstrual. Alguns estudos afirmam que a vitamina E reduz significativamente os sintomas, mas até hoje apenas foram publicados resultados marginais ou sem significado.
O que já se sabe que não resulta é o suplemento de vitamina B6. Embora já tivesse os seus dias, sabe-se hoje que é ineficiente, tal como se demonstrou através de vários estudos. Além disso, em altas dosagens, pode provocar problemas nervosos.

Sintomas típicos

Provavelmente, a primeira representante feminina da espécie homo sapiens sofreu já da síndrome pré-menstrual.

Os sintomas mais típicos desta história tão antiga quanto a humanidade são os seguintes:

Psíquicos
Depressão; Tensão; Variações de humor; Irritabilidade ou ira; Dificuldade de concentração; Letargia.

Físicos
Aumento de peso; Retenção de fluídos; Inchaços; Flacidez dos seios; Dores articulares e musculares; Náuseas; Vômitos e Dores.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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