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Teen/Hebeatria/Adolescência/Jovem

Dismenorréia / cólica menstrual

07/07/2003
 

 

 

Dr. Nilson Roberto de Melo

Presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia
do Estado de São Paulo (SOGESP), Professor Livre-Docente da
Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo/USP, Presidente Honorário da
“Federación Latino-Americana de Sociedades de Climaterio y
sMenopausia (FLASCYM)”

 

 

A dismenorréia, também conhecida como cólica menstrual, é um problema ginecológico que afeta cerca de 50% das mulheres em idade fértil, ou seja, que ainda menstruam.

 

Características da dor

A dor típica da dismenorréia é a cólica, que geralmente tem início poucas horas antes ou logo após o começo do período menstrual.

Localiza-se freqüentemente no baixo-ventre (abaixo do umbigo e acima do púbis), e a região torna-se dolorosa à palpação.

 

Sintomas e Outras Manifestações
Clínicas Associadas

Além da dor em cólica, que pode ser intensa, a dismenorréia pode evoluir com outros sintomas e manifestações associadas:

  •   náuseas
  •   diarréia
  •   vômitos
  •   dor nas costas (região lombossacra) com irradiação para as coxas
  •   fadiga
  •   nervosismo
  •   vertigem
  •   dor de cabeça (cefaléia)
  •   desmaio (síncope) – ocorrência rara

Na dismenorréia primária, a dor pode ser intensa e geralmente sob a forma de cólica localizada no baixo-ventre (abdome inferior).

Tipos & Causas

A dismenorréia pode ser de dois tipos:

  • primária
  • secundária

 

Dismenorréia primária

Esse tipo de dismenorréia surge, geralmente, um a dois anos após a primeira menstruação (menarca).

Embora possa ocorrer em mulheres acima de 40 anos de idade, é mais comum em jovens.

A dismenorréia primária é provocada por aumento da produção de substâncias chamadas prostaglandinas, pela camada endometrial do útero (endométrio).

Essas substâncias são responsáveis pela cólica menstrual.

Para combater a dismenorréia é importante, portanto, controlar a produção de prostaglandinas.

Para controlar a dismenorréia primária, que é o tipo mais comum, torna-se importante bloquear a produção de prostaglandinas – substâncias que levam à cólica menstrual.

 

Dismenorréia secundária

Ocorre secundariamente a um outro problema que afeta a mulher. Ou seja, a dismenorréia secundária é provocada por alguma doença ou distúrbio que afeta os órgãos pélvicos (ovários, anexos uterinos etc.).

A dismenorréia secundária, geralmente, ocorre muitos anos depois da primeira menstruação.

Quando a mulher apresenta quadro suspeito desse tipo de dismenorréia, é preciso averiguar a presença de doenças ou condições ginecológicas/não-ginecológicas, que podem estar causando a cólica menstrual, tais como:

  •   endometriose (proliferação do endométrio)
  •   malformações uterinas
  •   mioma (tumor benigno do útero)
  •   uso de DIU (dispositivo intra-uterino)
  •   hímen não-perfurado
  •   alterações do útero
  •   alterações dos ovários
  •   cistos etc.

Há muitas outras causas que podem levar a um quadro de dismenorréia secundária.




Portanto, recomenda-se procurar um ginecologista para esclarecer o problema e orientar o tratamento.



Tratamento

Primária

O tratamento mais indicado para a maioria dos casos de dismenorréia primária é o uso de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs).

São agentes não-hormonais que bloqueiam a produção de prostaglandinas e atuam contra a dor e a inflamação.

Importante

  •   O AINE deve ser tomado pouco antes ou no início da dor menstrual e deve ser repetido a intervalos suficientes para evitar nova formação de prostaglandinas. Há diferentes tipos de AINEs, incluindo alguns mais antigos que podem provocar efeitos indesejáveis, sobretudo para o estômago e intestinos (trato gastrintestinal). Atualmente, há AINEs mais seguros, que não causam lesão gastrintestinal.

- Converse com seu ginecologista.

  •   Em certos casos, pode ser útil fazer uso de anticoncepcionais hormonais, seguindo orientação médica.

Secundária

  •   O controle da dismenorréia secundária também pode ser feito com o uso de antiinflamatório não-esteróide (AINE), mas o tratamento vai depender da causa responsável pelo quadro doloroso.

- Consulte seu ginecologista a cada seis meses!



IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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