Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica - Especialista alerta: dietas são mais perigosas do que obesidade
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Obesidade:Adulto/Infantil/Bariátrica

Especialista alerta: dietas são mais perigosas do que obesidade

07/07/2003

Segunda, 17 de fevereiro de 2003, 11h14

O professor de Psicologia da Saúde da Universidade de Oviedo (norte), Isaac Amigo, defende que, a longo prazo, as dietas restritivas e hipocalóricas acabam sendo "mais perigosas para a saúde e os índices de mortalidade do conjunto da sociedade do que a própria obesidade".

Em declarações à Agência EFE, Amigo combate a crença "tão fortemente estabelecida de que as dietas são um exercício de saúde" e garante que "se uma pessoa entra nesse caminho de fazer dietas sucessivas e cíclicas vai conseguir não apenas recuperar o que perdeu, mas no final terá um peso muito superior ao que teria se tivesse mantido uma alimentação adequada, regular e sem altos e baixos ao longo de sua vida".

Em seu livro "A magreza impossível", publicado recentemente, o especialista revela o caráter perigoso de um hábito que está em moda, mas que acaba produzindo nas pessoas que o praticam o efeito contrário.

"Trata-se da magreza impossível, porque perde-se peso muito rapidamente, mas o organismo o recupera na mesma velocidade que o perdeu, incluindo algo mais", reforça Amigo, que também é professor de Psicologia da Personalidade e de Tratamento da Conduta.

Segundo Amigo, o conhecido "efeito ioiô" das dietas "tem sua explicação no processo de seleção natural da espécie humana".

"O metabolismo tende a se tornar lento em períodos de escassez de alimentos para garantir sua sobrevivência, um mecanismo que também é ativado de forma automática no corpo quando se faz dietas restritivas de alimentos e baixas em calorias com a finalidade de aproveitar melhor o que se come", explica.

Esta adaptação repercute negativamente, diz ele, quando a pessoa volta a se alimentar normalmente, sendo possível notar na maioria das pessoas um aumento inicial "disparado" do peso que depois se estabiliza acima dos níveis iniciais.

Para Amigo, a doença da anorexia não é uma conseqüência "direta" das dietas. Na verdade, o início de uma restrição alimentar pode se transformar em algumas ocasiões no "detonador" do transtorno ou "na gota d'água".

"O que desenvolve a anorexia é uma série de variações familiares, pessoais e inclusive sociais", explica o professor de Psicologia, acrescentando que "costuma ocorrer em classes médias ou médias altas e está muito relacionado com o fato de que, neste tipo de contexto familiar, as jovens foram educadas dentro do autocontrole e do autodomínio por seus pais para alcançarem metas muito altas".

Segundo Amigo, o culto à magreza se fortalece numa sociedade, na qual por seus hábitos alimentares, sedentarismo e outros costumes, "o mais difícil é se manter magro e, por isso, como poucos conseguem, todo mundo quer emagrecer".

Face ao mau uso das dietas, "que deveriam ser restritas à prescrição médica", o autor de "O preço biológico da saúde" propõe como alternativa mais saudável a prática de exercícios físicos moderados diariamente e uma alimentação variada, rica em hortaliças, legumes e frutas.

Agência EFE

 


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