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Primeiros socorros/Emergência

Animais Peçonhentos e Venenosos

13/07/2003

 

Escorpiões

Os escorpiões têm hábitos noturnos e, durante o dia, escondem-se sob cascas de árvores, pedras e dentro de domicílios, principalmente em sapatos. Podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil. Os escorpiões picam com a cauda, causando muita dor local, que se irradia; pode ocorrer suor, vômitos e até mesmo choque. No Brasil, os de importância médica pertencem ao gênero Tityus.

 

Escorpião Amarelo (Tityus serrulatus)

Amarelo claro, com manchas escuras sobre o tronco e na parte inferior do fim da cauda, podendo chegar a 7cm. O quarto anel da cauda possui dentinhos formando uma serra. É encontrado nos Estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Escorpião Marrom (Tityus bahiensis)

Marrom avermelhado escuro, braços e pernas mais claros, com manchas escuras, pode ter até 7cm. Não possui serrinha na cauda. É encontrado nos Estados de Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Além dos citados acima existem outros escorpiões do mesmo gênero: o Tityus stigmurus, encontrado nos Estados da Região Nordeste do país; o Tityus cambridgei, na Região Amazônica e o Tityus metuendus, nos Estados do Amazonas, Acre e Pará.

 

Tratamento

O tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiescorpiônico ou antiaracnídico.

 

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdômen. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras, onde estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

 

Armadeira (Phoneutria sp)

De cor cinza ou castanho escuro, corpo e pernas com pêlos curtos e vermelhos perto dos ferrões, atingem até 17cm quando adultas, incluindo as pernas (o corpo de 4 a 5cm). A armadeira é encontrada em terrenos baldios, sob cascas de árvores, cachos de bananas e até dentro de casas em calçados. Sai para caçar em geral à noite. É muito agressiva, assumindo postura ameaçadora (daí seu nome). Apresenta uma dor intensa no local da picada. É encontrada na Região Amazônica, nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

 

Tratamento: o tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiaracnídico.

 

Aranha Marrom (Loxosceles sp)

De cor marrom amarelada, sem manchas, abdômen em forma de caroço de azeitona, atinge de 3 a 4cm incluindo as pernas. Vive em teias irregulares que constrói em tijolos, telhas, cantos de parede. Não é agressiva e os acidentes são raros mas, em geral, graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de bolhas e escurecimento da pele no local da picada. É encontrada em várias regiões do país, principalmente no Estado de Santa Catarina.

 

Tratamento: o tratamento é feito com soro aracnídico ou antiloxoscélico.

 

Aranha de Grama, Aranha de Jardim ou Tarântula (Lycosa sp)

De cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5cm, incluindo as pernas. Vive em gramados e os acidentes são freqüentes, porém sem gravidade. É encontrada, praticamente, em todo o país.

 

Tratamento: não há necessidade de tratamento com soro.

 

Viúva Negra (Latrodectus sp)

De cor preta, com manchas vermelhas no abdômen. A fêmea mede 2,5 a 3cm, o macho é 3 a 4 vezes menor. Vive em teias que constrói sob vegetação rasteira, em arbustos, barrancos. São conhecidos poucos acidentes no Brasil, de pequena e média gravidade. É encontrada, praticamente, em todo o país.

 

Tratamento: o tratamento consiste na aplicação local de anestésico nos casos mais graves, deve ser usado o soro antilatrodectus.

 

Caranguejeira (Mygalomorphae)

Aranha de porte geralmente grande, na cor marrom escuro, com pêlos compridos nas pernas e no abdômen. Pode atingir até 25cm com as patas estendidas. Embora muito temida, os acidentes são raros, ocorrendo apenas uma dermatite pela ação irritante dos pêlos do abdômen, que se desprendem quando o animal se sente ameaçado. É encontrada, praticamente, em todo o país.

 

Tratamento: não há necessidade de tratamento com soro.

 

Medidas Preventivas

·         Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.

·         Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.

·         Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.

·         Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.

·         Limpar o domicílio, observando atrás de móveis, cortinas e quadros.

·         Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar vedantes em portas, janelas e ralos.

·         Limpar locais próximos das casas, evitando folhagens densas junto delas e aparar gramados.

·         Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos preferidos dos aracnídeos.

·         Preservar os inimigos naturais e criar aves domésticas, que se alimentam de aracnídeos.

 

Bibliografia

Instituto Butantan. Aranhas e Escorpiões. Série Didática 4. São Paulo, SP s/d.
Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos.Brasília, 1998, 131p.il.
Schvartsman, Samuel. Plantas Venenosas e Animais Peçonhentos. 2.ed. São Paulo, SP, 1992.
Pardal, P.P.O e Yuki, R.N. Acidentes por animais peçonhentos: manual de rotinas. Belém, PA. Universitária, 2000, 40p.
Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul. Animais Venenosos. Porto Alegre, RS, dezembro 1999. (folder)
______. Monografias em Toxicologia de Urgência. Porto Alegre, RS, 1997, 330p., v.2.
______. Monografias em Toxicologia de Urgência. Porto Alegre, RS, 1998, 314p., v.3.
______. Monografias em Toxicologia de Urgência. Porto Alegre, RS, 1999, 379p., v.4.
Centro de Informação Toxicológica de Curitiba. Prevenção de Acidentes com Animais Peçonhentos. Curitiba, PR 1997.

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