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Teen/Hebeatria/Adolescência/Jovem

Hiperatividade Na Criança E Adolescente

14/07/2003

 

  

Presença de metais tóxicos ambientais podem promover doenças ou sintomas importantes, um deles é o Alumínio

Os estudos sobre a contaminação com metais pesados e metais tóxicos mostram uma grande incidência de pessoas com elevados índices desses dois elementos. A toxicidade de cada um deles tem muito a ver com alterações do comportamento, humor e também dislexia. As crianças na primeira infância são mais vulneráveis ainda, porque ainda não têm todas as enzimas sulfidrílicas em quantidades suficientes para evitar o acúmulo do chumbo.

CHUMBO: este elemento tóxico foi dispersado no ambiente através dos anos, desde o período medieval, onde foi utilizado na confecção de armas, artefatos e adornos. No final do século XIX, com a descoberta da pólvora, passou a ser intensamente utilizado na confecção de munição. Nos tempos modernos o chumbo foi utilizado como aditivo para a gasolina [Pb-tetraetila], nos encanamentos de água servida, nas soldas de tubos com produtos domésticos [dentifrícios]. Ainda é intensamente utilizado como tonalizante de tintas [acetato de chumbo] e nas baterias automotivas.

TOXICIDADE: o chumbo é um metal pesado e portanto pode ser nefrotóxico. Além disso, sua facilidade para se dissolver no tecido lipídico, faz dele um potente tóxico para o sistema nervoso e capaz de se acumular no organismo [tecido adiposo]. Sobre o sistema nervoso, ele atua bloqueando ou dificultando a transmissão nervosa, levando à perda de memória e dificuldade de concentração. Enzimas sulfidrílicas, como a glutathion peroxidase, são bastante atingidas pelo chumbo, que se liga aos grupamentos SH. Enzimas fundamentais para a síntese da hemoglobina (ferroquelatase e deltaminoluvulínico dehidratase) são fortemente inibidas pelo chumbo, donde se explica a anemia que se instala no paciente acometido pela contaminação com o chumbo. É importante lembrar que muitos artefatos manuseados pelas crianças [brinquedos plásticos pintados, massa de modelar, crayon, etc...] contém chumbo em suas tintas.

 

ALUMÍNIO: e outro metal que foi bastante dispersado no meio ambiente e, infelizmente, no ambiente doméstico - panelas, embalagens de alimentos, papel para acondicionamento de alimentos, tubos de dentifrícios e outros utensílios.

TOXICIDADE: este elemento, embora não seja um metal pesado, é bastante tóxico para o sistema nervoso central. Vários estudos sustentam que ele tem tendência a se localizar no cérebro, principalmente junto à glia e aos axônios, prejudicando muito a transmissão nervosa cerebral. A contaminação com o alumínio têm se revelado a mais elevada estatisticamente, superando os números com o chumbo. A associação da contaminação por alumínio e o mal de Alzheimer foi consolidada a partir de estudos nos EUA, onde a concentração do metal na água de consumo foi diretamente proporcional à incidência da doença.

 

GLUTAMATO DE SÓDIO: este condimento alimentar foi trazido para o consumo pelos orientais, especialmente chineses. É um sal com sabor adocicado, que estimula o paladar e acaba levando ao maior consumo do produto. Nos alimentos infantis, infelizmente, o uso do glutamato monossódico atinge proporções alarmantes.

TOXICIDADE: apesar de ser um aminoácido necessário ao metabolismo cerebral, o glutamato é um neurotransmissor excitatório (Pfeiffer, C.). Seu excesso poderá levar à hiperatividade mental e comportamento agitado. A ligação desse aminoácido no cérebro se dá, principalmente, nos receptores chamados NMDA (n-metil D-aspartato), responsáveis, entre outras coisas, pela ativação do circuito da memória de longo prazo e criatividade. Porém, excesso de glutamato no cérebro acaba por saturar os circuitos cerebrais, excitando e alterando o comportamento com agitação. A função biológica do glutamato é antagonizada pela L-taurina, que aumenta a ligação do GABA, aminoácido sedativo, em seus receptores.

 

CLORETO DE SÓDIO: a principal fonte de sódio da alimentação, o sal de cozinha já vem sendo perseguido pelos médicos, especialmente cardiologistas, há um bom tempo. Sua ligação com hipertensão arterial é irrefutável. De 10 anos para cá, estudos no campo do comportamento e desempenho mental, mostraram que o aumento do sódio no cérebro também está atrelado à agitação e comportamento agressivo. Como a dieta infantil encontra um oferta bastante abundante de ambos, sódio e glutamato, há que se observar com atenção as modificações que possam ocorrer no comportamento infantil, a fim de corrigir eventuais distorções como o abuso de glutamato monossódico e cloreto de sódio na dieta infantil.

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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