Dermatologia/Pele - Úlcera de perna
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Dermatologia/Pele

Úlcera de perna

14/07/2003

Sinônimos e Nomes Populares:

Úlcera venosa, úlcera de estase.

O que é?

Úlcera de perna é uma ferida que se desenvolve na extremidade dos membros inferiores (pé e perna) e de evolução crônica. As úlceras de perna podem ser de diversas etiologias, no entanto as úlceras por estase venosa (diminuição da circulação do sangue) perfazem 60 a 70% de todas as úlceras de perna. Assim, pela sua grande freqüência e conseqüente importância social, trataremos aqui apenas das úlceras de perna provocadas pela estase venosa.

Como se desenvolve?

A insuficiência venosa crônica leva ao desenvolvimento de alterações progressivas da pele, que consistem na hiperpigmentação da pele e na dermatoesclerose (enrijecimento da pele, perdendo toda a elasticidade). O estágio mais avançado das alterações da pele é a formação da úlcera venosa (de estase).

As úlceras podem surgir espontaneamente ou a partir de traumatismo.

Quando de origem espontânea, costumam ocorrer próximo a grandes veias perfurantes insuficientes, pois são justamente os locais de maior hipertensão venosa.

A úlcera se desenvolve a partir da isquemia dos tecidos ao nível da pele provocada pela hipertensão venosa. A maneira como ocorre a isquemia ainda não é bem definida, existindo vários mecanismos que tentam explicar a isquemia tecidual.

O que se sente?

O paciente portador de úlcera de estase apresenta os sintomas relacionados à insuficiência venosas crônica, como dor nas pernas (pernas pesadas, cansadas), edema, coceira nas áreas de inflamação da pele. A úlcera geralmente é indolor. O paciente refere dor na úlcera nos casos em que há presença de infecção secundária. Os pacientes hipertensos, com a hipertensão não controlada e que tem úlcera venosa, geralmente apresentam dor intensa na lesão, o que caracteriza a úlcera mista.

Como se faz o diagnóstico?

A suspeita da insuficiência venosa se faz a partir do exame clínico, no entanto o exame clínico nem sempre é suficiente para caracterização da etiologia da úlcera, sendo necessário o uso de exames complementares, invasivos ou não, como a flebografia e ecodoppler venoso (ecografia com som), respectivamente.

Como se trata?

A úlcera venosa apresenta duas fases de seu tratamento. A primeira consiste na cicatrização da lesão, enquanto a segunda fase corresponde ao tratamento da causa da hipertensão venosa.

Para a cicatrização da úlcera é fundamental o cuidado local com a lesão, antibiótico em caso de infecção e uso de antifúngicos para o intertrigo micótico. A cicatrização da ferida só é possível com a neutralização dos efeitos da hipertensão venosa, o que se obtém com o repouso e a elastocompressão (a compressão das pernas com meia elástica ou ataduras elásticas).

Uma vez cicatrizada a úlcera, sempre que possível deve-se corrigir cirurgicamente o fator causador da hipertensão, como as varizes, ou insuficiência valvular venosa pós-trombótica, passível de correção cirúrgica. Para os pacientes em que não é possível a cirurgia, deve-se usar a elastocompressão de forma definitiva.

Como se previne?

A úlcera venosa pode ser prevenida através do tratamento correto das varizes.

As úlceras provocadas pela síndrome pós-trombótica podem ser evitadas quando o paciente tem um tratamento adequado da trombose venosa profunda em sua fase inicial, bem como um seguimento especializado visando controlar a hipertensão venosa. 


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