Vacina/Vacinação - Vacinação de Criança
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Vacina/Vacinação

Vacinação de Criança

28/07/2003

A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças, no Brasil.

Esquema de Vacinação para Crianças

Idade

Vacina

Doses

Doenças evitadas

Ao nascer

BCG

dose única

Formas graves de tuberculose

Vacina contra hepatite B

1ª. dose

Hepatite B

1 mês

Vacina contra hepatite B

2ª. dose

Hepatite B

2 meses

Vacina oral contra poliomielite (Sabin)

1ª. dose

Poliomielite ou paralisia infantil

DTP (tríplice bacteriana)

1ª. dose

Difteria, tétano e coqueluche

Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b)

1ª. dose

Meningite e outras infecções, causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

4 meses

Vacina oral contra poliomielite (Sabin)

2ª. dose

Poliomielite ou paralisia infantil

DTP (tríplice bacteriana)

2ª. dose

Difteria, tétano e coqueluche

Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b)

2ª. dose

Meningite e outras infecções, causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

6 meses

Vacina oral contra poliomielite (Sabin)

3ª. dose

Poliomielite ou paralisia infantil

DTP (tríplice bacteriana)

3ª. dose

Difteria, tétano e coqueluche

Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b)

3ª. dose

Meningite e outras infecções, causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

Vacina contra hepatite B

3ª. dose

Hepatite B

9 meses

Vacina contra sarampo

dose única

Sarampo

Vacina contra febre amarela

dose única

Febre amarela

15 meses

Vacina oral contra poliomielite (Sabin)

reforço

Poliomielite ou paralisia infantil

DTP (tríplice bacteriana)

reforço

Difteria, tétano e coqueluche

Vacina tríplice viral ou

dose única (reforço sarampo)

Sarampo, rubéola, síndr.rubéola congênita e caxumba

vacina dupla viral ou

Sarampo, rubéola e síndr. rubéola congênita

vacina contra sarampo

Sarampo

6 a 10 anos

BCG

reforço

Formas graves de tuberculose

10 a 11 anos

dT (dupla adulto)

reforço

Difteria e tétano

Vacina contra febre amarela

reforço

Febre amarela



É importante ressaltar que, nos últimos dez anos, ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. Foram introduzidas, aos 15 meses de idade, as vacinas contra rubéola e caxumba. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Posteriormente, foi introduzida, em todo o Brasil, a vacina contra hepatite B. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível, de preferência no primeiro dia de vida, ainda na maternidade. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno- infantil do vírus da hepatite B. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho, no caso da mãe ser portadora. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última, aos nove meses de idade. Mais recentemente, foi introduzida no calendário vacinal de rotina, a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade, salientando-se a meningite. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses, sendo a primeira aos dois meses, a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço, sem teste tuberculínico (PPD) prévio, para crianças entre cinco e seis anos de idade. Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG, o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. O assunto, entretanto, é polêmico. O Estado de São Paulo, baseando-se nos dados controversos sobre a eficácia da revacinação com BCG, não a recomenda. Em toda essa polêmica, dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar, de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida, até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis, com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas, dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. Por este motivo, crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela, devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal. A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. São áreas endêmicas brasileiras: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amapá, Pará, Maranhão, Distrito Federal, Rondônia, Goiás e Roraima. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina, desde o ano de 1992, no calendário de rotina dessa região. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade, com reforço a cada dez anos. Por facilidade operacional, essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade, simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B.


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