Meio Ambiente/Ecologia - Vale dos Dinossauros- PB
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Meio Ambiente/Ecologia

Vale dos Dinossauros- PB

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Vale dos Dinossauros - Sousa - PB
Texto e fotos: Elinaudo Barbosa

Por aqui passaram alguns dos maiores seres que já viveram nas Américas, muito antes de surgirem o homem e a esturricada caatinga, que hoje predominam no Nordeste do Brasil.

O vale dos dinos | O parque | Sousa

O vale dos dinos
Na região onde hoje fica o município de Sousa, há 120 milhões de anos atrás, dinossauros de várias espécies e tamanhos viveram nas margens de um grande lago raso, hoje seco, formando um grande vale no meio da caatinga. Trilhas e pegadas de várias espécies de dinos podem ser vistas por toda parte, principalmene no leito do rio das Pedras e de outros córregos que cortam o vale. São leitos que secaram e acabaram fossilizando após as últimas passadas dos grandes répteis. É como se a natureza quisesse ter gravado tudo aquilo, tirando uma fotografia, a seu modo, para que pudéssemos hoje saber do distante passado da região.

O Vale dos Dinossauros abrange uma área de mais 700 km2. São aproximadamente 30 localidades, as mais importantes em Sousa, como as trilhas da Passagem do Rio das Pedras e da Fazenda Ilha, a mais próxima da sede do Município. Ao todo, as trilhas possuem pegadas fossilizadas de mais de 50 espécies em vários níveis estratigráficos.

As pegadas deixadas no vale variam de 5 cm, como as de um dinossauro não maior de que uma galinha, até as pegadas de 40 cm do grandalhão iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de envergadura e 3 metros de altura. A maior parte das trilhas foi deixada por dinos carnívoros.

Em nenhum outro local do mundo há um número tão grande de trilhas feitas por tantos animais pré-históricos diferentes. Dessas trilhas, destacam-se três de tiranossauro rex, uma de pterodáctilo e uma de iguanodonte, com 55 metros de comprimento.

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O parque
Próximo à cidade de Sousa foi criado o Parque dos Dinossauros, de propriedade da prefeitura. O parque ocupa uma área de 40ha e conta com um pequeno museu onde se vêem réplicas de pegadas, mapas e maquetes que mostram a formação do solo, os níveis estatigráficos da região e as espécies de dinos que passaram por lá.

É bom visitar o museu logo ao entrar, pois ajuda a compreender melhor o que se verá no interior do parque. Algumas réplicas de dinossauros feitas pelo artista local conhecido como Dudu podem ser vistas no caminho para as trilhas. Em seguida, chega-se ao leito do rio das Pedras, onde podem ser vistas as trilhas deixadas por tiranossauros, carnossauros e iguanodontes.

É lá pela beirada do rio que você encontrará Robson Marques, o administrador do parque. De pés descalços e barba de eremita, Robson tem muitas histórias pra contar, como na época em que diz ter dormido várias noites numa rede armada ao lado das pegadas, vigiando-as dos possíveis saqueadores. Robson trabalhou como assistente do italiano Giuseppe Leonardi, o primeiro a pesquisador a estudar detalhadamente a região do vale. Os estudos do professor Leonardi foram importantes para a criação do Parque dos Dinossauros.

Mas como os registros da natureza nunca são claros como uma foto de polaróide, ainda é preciso pesquisar e registrar muita coisa no vale, comparar dados e informações com descobertas de outros lugares do mundo, para que se possa ir aos poucos decifrando o complicado quebra-cabeças que é o estudo da paleontologia. E é preciso, claro, preservar esses registros da melhor forma possível, para que possam ser vistos e estudados pelas próximas gerações. Evitar saques - como uma das pegadas que foi arrancada da trilha por um "pesquisador" estrangeiro - , e investir em pesquisas na região são ações necessárias para que possamos conhecer melhor e manter intacto esse patrimônio histórico de valor incalculável.

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Sousa
A cidade de Sousa ainda não conta com uma infra-estrutura local preparada para o turismo, não há passeios formados, transporte especial ou agências. E os guias locais só existem no prímetro do Parque. Para quem não quer dar uma de explorador de terras desconhecidas, o melhor é procurar um pacote que inclua o vale no roteiro.

Caso resolva ir por conta própria, você pode se hospedar no hotel Gadelha, o principal hotel da cidade. Uma vez hospedado, peça ao rapaz da portaria pra localizar o táxi do Naldinho (meu xará de apelido). Ele conhece bem a região e faz os passeios por um preço camarada. De quebra, ele leva você para conhecer o Dudu, que faz as miniaturas de dinos.

Aproveite para dar uma boa volta pela cidade (de dia, porque 10 da noite todo mundo tá dormindo). Dá pra conhecer tudo em meio dia de caminhada a pé. A cidade tem um aspecto limpo, é arejada e as pessoas são bem hospitaleiras.

Como em toda cidade do Nordeste, há monumentos religiosos. Ao lado da igreja matriz há uma igrejinha onde pernoitou preso Frei Caneca, um dis líderes do movimento separatista nordestino Confederação do Equador. E no caminho para o Parque dos Dinossauros você encontra uma estátua de Frei Damião, um dos maiores mitos religiosos do Nordeste.

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