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Primeiros socorros/Emergência

Acidentes Ofídicos 2

07/08/2003

 

 

Os acidentes ofídicos têm grande importância médica em nossa região em virtude de sua grande freqüência e gravidade.

O uso de botas de cano alto ou perneiras de couro, botinas e sapatos poderá evitar cerca de 80% dos acidentes. Hoje é sabido que onde há ratos há cobras, portanto, poderemos prevenir acidentes limpando paióis e terreiros e, não deixando o lixo se acumular.

Cobras gostam de se abrigar em locais quentes, escuros e úmidos. Cuidado ao mexer em pilhas de lenhas, acúmulos de lixo, pedras, tijolos ou telhas.

Em acidentes onde a vítima for picada por cobras, o socorrista deverá:

1.      Remover a vítima do local do acidente, deitá-la e mantê-la em repouso absoluto;

2.      Lavar o local da picada com água e sabão;

3.      Não amarrar ou fazer torniquete/garrote;

4.      Não fazer curativo ou qualquer tipo de tratamento caseiro;

5.      Não cortar ao redor ou furar no local da picada;

6.      Não dar nada para a vítima beber ou comer;

7.      Transportá-la imediatamente para o serviço médico mais próximo para receber soro;

8.      Se possível, levar o animal para identificação.

Somente o soro cura o envenenamento provocado por picada de cobra, quando aplicado de acordo com as seguintes normas: soro específico, dentro do menor tempo possível e em quantidade suficiente.

Em acidentes com escorpiões e aranhas, o socorrista deverá:

1.      Lavar o local da picada;

2.      Usar compressas mornas para aliviar a dor;

3.      Procurar o serviço médico mais próximo; e

4.      Se possível, levar o animal para identificação.

Nos acidentes causados por múltiplas picadas de abelhas ou vespas, conduza a vítima rapidamente para um hospital. Se possível, leve alguns dos insetos que provocaram o acidente. A remoção dos ferrões poderá ser feita raspando-se com lâminas, evitando-se no entanto, retirá-los com pinças, pois as mesmas provocam a compressão dos reservatórios de veneno, o que resulta na inoculação do veneno ainda existente no ferrão.

Nos acidentes humanos provocados por peixes marinhos ou fluviais, denominados de ictismo (ingestão de peixes venenosos, mordeduras ou ferroadas), o socorrista deverá socorrer a vítima lavando o local atingido com água limpa e, em seguida, imergindo a parte ferida em água quente (até 45 graus) ou colocando compressas quentes sobre o ferimento por 30 a 60 minutos. Esse procedimento irá diminuir a dor e neutralizar o veneno que é termolábil. No caso de ingestão de peixes tóxicos, conduza a vítima para receber atendimento médico.

Nos acidentes provocados por caravelas e medusas, também conhecidas pelo nome de águas-vivas, o tratamento consistirá da retirada dos tentáculos aderidos. Não deverá ser usada água doce para lavar o local, nem tampouco recomenda-se a esfregação com panos secos. Os tentáculos deverão ser retirados com uma pinça ou com o bordo de uma faca. O local atingido deverá ser lavado com água do mar. A aplicação de ácido acético (vinagre comum) sobre o local inativa o veneno. Os nematocistos (minúsculos corpos ovais capazes de injetar veneno por um microaguilhão) remanescentes poderão ser retirados aplicando uma pasta de bicarbonato de sódio, talco e água do mar. Após deixar secar, retire a pasta com o bordo de uma faca através de raspagem. Bolsas de gelo sobre o local também aliviam a dor.

Observação: Tenha sempre anotado o telefone do Centro de Informações Toxicológicas de sua cidade ou região.

 

bombeirostubarao


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