Diabete/Diabetes - Hiperglicemia-aumento do açúcar no sangue
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Diabete/Diabetes

Hiperglicemia-aumento do açúcar no sangue

17/08/2003

 

 

Hiperglicemia é o aumento da glicose (açúcar) no sangue. A principal causa da hiperglicemia é o diabetes que ocorre devido a uma disfunção do pâncreas por ausência, diminuição ou ação inadequada da insulina, o hormônio responsável pela manutenção dos níveis de glicose no sangue.

 

A glicemia aumentada é danosa para o organismo e este tenta, através de vários mecanismos de compensação, reduzir a glicose sangüínea. Um destes mecanismos é mandar a glicose para os rins para ser eliminada na urina, toda vez que ultrapassa 160 a 180 mg/dl no sangue.

 

Surge então o primeiro sinal de hiperglicemia: a poliúria, que é excesso de urina. Ao urinar demais a pessoa vai eliminar glicose e muita água, apresentando sede excessiva, um outro sinal clássico conhecido por polidipsia.

 

Apesar da glicose no sangue estar elevada, ocorre ao mesmo tempo a redução da glicose no cérebro o que provoca muita fome (polifagia), pois o organismo acha que não está alimentado. Além destes sintomas bastante conhecidos, existem outros: dores, dormência e formigamento nas pernas, visão turva e embaçada e coceira na região genital.

 

No diabetes do tipo 1 (crianças e jovens principalmente), os sintomas são agudos, aparecem de repente e podem levar ao coma por hiperglicemia e à cetoacidose diabética (excesso de cetonas), quadros de extrema gravidade.

 

Já no diabetes tipo 2 os sintomas são muitas vezes imperceptíveis, o que acaba retardando o diagnóstico, às vezes em até 5 a 7 anos, e o tratamento, provocando complicações.

 

Quando ocorre o diagnóstico do diabetes, é fundamental que se tenha um bom controle da glicemia para evitar as complicações crônicas. Isto significa ter dosagens de glicemia menor do que 110 mg/dl em jejum e até 140 mg/dl quando medimos a glicemia até 2 horas após as refeições.

 

Os sintomas acima referidos (urina, sede e fome em excesso) só aparecem quando a glicemia está acima de 180 mg/dl e por muitas horas seguidas ou dias seguidos. Do contrário é bem provável que a pessoa fique totalmente sem sintomas.

 

As complicações mais importantes da hiperglicemia contínua são as “tias”: a retinopatia = problema ocular; a nefropatia = problema renal; a neuropatia = problema dos nervos; e a angiopatia = problema nos vasos sanguíneos que ocorre no corpo todo.

 

Prevenção é a melhor opção

 

A prevenção da hiperglicemia consiste em controlar a glicemia mantendo valores próximos aos níveis normais já citados. Para isso é imprescindível seguir um esquema terapêutico adotando-se uma alimentação fracionada e balanceada, com o número de calorias adequado para cada pessoa.

 

Também é fundamental praticar atividade física com regularidade e intensidade apropriadas. Já a insulinoterapia e as medicações orais fazem parte do esquema terapêutico prescrito pelo médico.

 

Cada caso deve ser analisado individualmente, levando-se em conta a idade, o tipo e o tempo de diabetes, além do peso, situação sócio-econômica e condição psicológica do portador. Por exemplo: os bebês devem ter uma alimentação mais freqüente e doses de insulina regulares e a realização de testes com mais freqüência para evitar as hipoglicemias.

 

Com as crianças e os adolescentes temos que tomar cuidado com os alimentos industrializados como doces e refrigerantes. Temos que discutir e negociar as doses mais corretas e as aplicações de insulina para que possam eventualmente fazer uso destes alimentos.

 

As gestantes devem sempre ficar atentas com a hiperglicemia pós-prandial, aquela que aumenta mais após as refeições. Enfim, para cada faixa etária existem recomendações específicas.

 

O que fazer numa situação de hiperglicemia?

 

Alguns procedimentos práticos que podem ser feitos e que ajudam a apontar as causas da hiperglicemia e o correto tratamento.

 

1)      Tomei o medicamento corretamente?

2)      Apliquei a dose de insulina menor que a necessária?

3)      Parei de tomar medicamentos ou de aplicar insulina?

4)      Exercitei-me menos que o habitual?

5)      Comi mais que o programado para o dia?

6)      Estou com alguma infecção?

7)      Tive algum transtorno de ordem emocional, aborrecimento, notícia desagradável, acontecimento adverso, depressão ou nervosismo?

8)      Estou tomando medicamento que piora o diabetes?

 

Devemos concluir que a hiperglicemia pode e deve ser combatida para evitar complicações crônicas do diabetes. Um programa regular de alimentação, exercícios, medicamentos (incluindo insulinas) e principalmente a EDUCAÇÃO, devem melhorar a qualidade de vida e reduzir as chances dos problemas futuros relacionados ao diabetes.

 

 

Fonte: Dr. Marcio Krakauer

            Médico endocrinologista e presidente da ADIABC -

            Associação de Diabetes do ABC

 

 Diabetes.com.br

 

 

 


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