Pediatria/Criança - Diabetes também afeta crianças
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Pediatria/Criança

Diabetes também afeta crianças

01/09/2003


A diabetes é um distúrbio metabólico que impossibilita o organismo de utilizar o açúcar consumido como combustível para suas células. Com esta mudança da química interna, o resultado é o excesso de glicose no sangue, bem como a falta de alimentos nas células. E o culpado disso tudo é um hormônio chamado insulina, produzido pelo pâncreas. Se a produção deste hormônio cai ou cessa totalmente, o sangue não consegue dissipar a glicose ingerida, causando um excesso maléfico.

É por isso que aqueles que sofrem de diabetes precisam repor suas doses diárias de insulina. Apesar do caráter privativo desta doença, é bom ressaltar que milhões de pessoas convivem normalmente com ela, provando que o tratamento e a dieta são eficazes quando seguidos à risca.

E não pense que só os adultos podem ser atingidos pela diabetes. As crianças também podem ser afetadas. Mas isso não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Segundo a endocrinologista Teresa Alfinito Vieira, um diagnóstico precoce ajuda a evitar problemas no futuro.

Existem dois tipos de diabetes: o tipo 1, que atinge principalmente crianças e adolescentes; o tipo 2, mais freqüente entre adultos e, raramente, entre adolescentes acima do peso.

Estudos mostram que sete entre cada 100.000 crianças - principalmente crianças em idade escolar e adolescentes - tornam-se diabéticas anualmente. No entanto, até mesmo lactentes e crianças pequenas podem tornar-se diabéticas desse tipo.

Diferenças e transmissão dos diabetes tipos 1 e 2

Enquanto no diabetes tipo 1 a criança e o adolescente não produzem insulina e dependem da aplicação de doses diárias do hormônio para sobreviver, no diabetes tipo 2 o organismo é capaz de produzir insulina, mas esta não atua como deveria, o que também leva à elevação da taxa de açúcar no sangue.

Hoje já se sabe que a diabetes tipo 1 é uma tendência hereditária. Porém, outros fatores como infecção por determinados vírus podem desencadear a doença nas pessoas com propensão genética.

Os fatores de risco para o aparecimento do diabetes tipo 2 são a obesidade e história familiar de diabetes deste tipo.

Sintomas e tratamento da doença

Os sintomas mais comuns dos dois tipos de diabetes conhecidos são:
- Sede
- Urina em excesso e com freqüência
- Perda de peso
- Desidratação
- Cansaço e fadiga

Quando estes sinais aparecerem, mesmo que haja dúvidas de que se trata realmente de diabetes, a criança deve ser encaminhada imediatamente ao médico ou ao posto de saúde.

Se a doença não é tratada prontamente, pode levar a criança a um estado de descompensação metabólica grave, com sérios prejuízos à saúde e até risco de vida.

Embora sejam doenças diferentes e requeiram tratamentos diversos, diabetes tipo 1 e 2 necessitam de acompanhamento médico regular. O tipo 1 pode ser adequadamente controlado com uma combinação de insulina, monitorização da taxa de açúcar no sangue (glicemia), dieta adequada e exercícios.

Já o diabetes do tipo 2 pode ser controlada por meio da perda de peso, dieta e a prática de exercícios regulares. Certas medicações orais específicas podem ser indicadas para ajudar a controlar a taxa de açúcar do sangue.

E essas recomendações devem ser levadas a sério. Fique atenta: se a taxa de açúcar do sangue não for mantida em níveis dentro do normal, a criança diabética corre alguns riscos de complicações a longo prazo, que podem por afetar olhos, rins, coração e sistema nervoso. Seu crescimento, na puberdade, também poderá ser prejudicado.

Mas não se preocupe em excesso: se bem orientada, a criança tem condições de levar uma vida normal, participando de todas as atividades que as crianças sem diabetes participam.

Quando adultas, serão perfeitamente capazes de ter uma vida produtiva, como é evidenciado por atletas, artistas e músicos famosos que têm a doença.

Johnson-Johnson

 

 

 

 


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