- O FICAR
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O FICAR

08/09/2003

 


Quando em uma família, existe uma mulher a espera de um bebê, uma das primeiras perguntas que fazemos é: “Será menino ou menina?”

 

Menino, menina, ele, ela, irmão, irmã, filho, filha, mãe, pai, são algumas das primeiras palavras que aprendemos e todas elas indicam o sexo (ou gênero) da pessoa: masculino ou feminino. Esta divisão em dois sexos é uma das coisas mais importantes da espécie humana. E essa diferença de gênero vai determinar muitas outras diferenças, no modo de se vestir, nas atitudes e até na personalidade de ambos os sexos.

Temos certeza que o sexo é algo prazeroso e não podemos negar este fato. Então precisamos entender como exercer nossa sexualidade de uma forma consciente e saudável física e psicologicamente.

A adolescência é o momento em que o jovem passa a ter mais liberdade, passa a ficar mais fora de casa e conviver mais com os amigos. Os hormônios começam a ser produzidos, deixando-os prontos para exercer sua sexualidade, pelo menos no que diz respeito à parte orgânica. Emocionalmente, o adolescente buscar descobrir este novo mundo em que começa a entrar.

O “ficar” com uma garota ou um garoto representa justamente toda essa necessidade intensa que o jovem tem de descobrir e experimentar novas vivências. Ele ainda não está pronto para assumir algum compromisso mais sério.

Por isso, a necessidade de simplesmente experimentar. Com o passar do tempo, as relações entre os garotos e garotas vão tendo outros objetivos. Passam então a querer uma relação mais duradoura, com maior intimidade emocional e companheirismo.

É claro que os tempos mudaram, os conceitos morais estão sofrendo grandes alterações e o jovem é o porta voz de tudo isso. O “ficar” representa esta liberdade de comportamento atual. Os adolescentes sempre tiveram as mesmas necessidades emocionais, independente da época em que vivem.

O que se modifica é a forma de expressão dessas necessidades, que varia conforme os conceitos de cada época. Hoje é possível beijar várias garotas ou garotos em uma noite. E a tendência natural é que todo esse “fogo” vá se modificando com o amadurecimento do jovem. A fase é natural se for encarada como transitória.

Por isso, senhores pais, não se impressionem tanto com tais atitudes, pois elas passam. O que pode ser de grande ajuda, tanto para os pais quanto para os adolescentes, é um bom e franco diálogo, sobre todas essas coisas.


Maria Claudia de Oliveira Lordello da Silva, Psicóloga, é Especialista em Psicoterapia Psicanalítica pela Universidade de São Paulo, USP, Membro da Equipe de Sexualidade, do site SaudePrev. Desenvolveu trabalho de orientação Sexual para adolescente e palestras sobre Sexualidade Humana durante 4 anos em Postos de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

www.saudeprev.com.br

 

 


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