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Hipertensão/Pressão Alta

Pressão Arterial Sistólica é o preditor mais importante para eventos renais em pacientes com Nefropatia por Diabetes Tipo 2

11/09/2003




 

Pesquisadores pertencentes ao estudo RENAAL publicaram, recentemente, no Archives of Internal Medicine, um estudo em que avaliaram o impacto da pressão arterial sistólica, em valores basais e após tratamento, pressão arterial diastólica e pressão de pulso nas evoluções individuais e quanto aos valores de creatinina sérica, doença renal em estágio terminal ou morte, em participantes do estudo RENAAL (Reduction of Endpoints in Non-insulin dependent diabetes mellitus with the Angiotensin II Antagonist Losartan study). Além disso, os pesquisadores avaliaram os efeitos específicos do losartan sobre a evolução renal, e exploraram as implicações da utilização de bloqueadores de canal de cálcio dihidropiridínicos, como terapia concomitante, em eventos renais.

Neste estudo, participaram 1513 pacientes com diabetes tipo 2, hipertensão e nefropatia estabelecida. O estudo RENAAL foi controlado por placebo, aleatorizado, em que se comparou losartan a placebo, com utilização de outros agentes para que se atingisse pressões arteriais inferiores a 140 x 90 mmHg imediatamente antes da administração subseqüente da medicação anti-hipertensiva, com período médio de seguimento de 3,4 anos. Utilizou-se um modelo de regressão de Cox, dividindo-se a pressão sistólica em diversas categorias (<130; 130-139; 140-159; 160-179; > 180 mmHg), bem como a pressão diastólica (<70; 70-79; 80-89; 90-99; > 100 mmHg) e pressão de pulso (<60; 60-69; 70-79; 80-89; > 90 mmHg) sobre evoluções renais.

Os resultados mostraram que valores basais de pressão arterial sistólica entre 140 e 159 mmHg aumentam risco de doença renal em estágio terminal ou morte em 38% (p=0,05), comparados aos valores inferiores a 130 mmHg). Cada aumento de pressão arterial sistólica de 10 mmHg nos valores basais aumentam o risco de doença renal em estágio terminal ou morte em 6,7% ()p=0,007); o mesmo aumento na pressão arterial diastólica leva à diminuição do risco em 10,9% (p=0,01), após ajuste para relação albumina urinária / creatinina urinária, creatinina sérica, albumina sérica, hemoglobina e HbA1c. Os pacientes alocados no grupo tratado com losartan, com pressão de pulso basal superior a 90 mmHg apresentaram redução de risco de 53,5% para doença renal em estágio terminal (p=0,003) e redução de risco de 35,5% para morte ou doença renal em estágio terminal (p=0,02), comparado ao grupo placebo.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que a pressão arterial sistólica basal é forte preditor de doença renal em pacientes com nefropatia resultante de diabetes tipo 2. Pacientes com pressões basais de pulso mais elevadas apresentam maior risco para progressão à nefropatia, porém possuem a maior redução de risco com a diminuição da pressão arterial sistólica para valores inferiores a 140 mmHg.

 

Effects of Blood Pressure Level on Progression of Diabetic Nephropathy - Archives on Internal Medicine

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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