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Sono/Distúrbio do sono

Narcolepsia-sonolência excessiva

18/09/2003

 

Transtorno de etiologia desconhecida caracterizado por sonolência excessiva que tipicamente se associa à cataplexia e outros fenômenos do sono REM, como paralisia do sono e alucinações hipnagógicas.

A sonolência excessiva caracteriza-se por episódios repetidos de sonecas e lapsos de sono de curta duração (geralmente menos de uma hora). O paciente narcoléptico tipicamente dorme 10 a 20 minutos e acorda revigorado, mas nas duas a três horas seguintes, começa a ficar com sono novamente, e o padrão se repete. O sono geralmente ocorre em situações nas quais é comum o cansaço, como ao viajar sendo transportado; ao assistir a uma reunião monótona que não requeira participação ativa; ou ao assistir a uma peça, concerto, filme ou palestra. Finalmente, contudo, é impossível combater a sonolência diária recorrente.

Pode haver crises de sono súbitas e irresistíveis em situações nas quais normalmente jamais ocorre o sono, inclusive: durante uma prova; em conversas de negócios interativas; durante a refeição; em caminhadas; enquanto na direção de veículo; e ainda em conversa ativa. As crises de sono geralmente ocorrem num fundo de sonolência que é característica diária comum.

Um antecedente de cataplexia é aspecto peculiar da narcolepsia. Caracteriza-se por súbita perda do tono muscular bilateral provocada por emoção forte. A cons­ciência permanece clara, a memória não é com­prometida e a respiração fica intacta. A duração da cataplexia geral­mente é curta, indo de alguns segundos a vários minutos, sendo a recuperação imediata e completa. A perda do tono muscular varia em severidade e vai de uma sensação leve de fraqueza com queda da cabeça, face caída, queda da mandíbula, fala indistinta e falha dos joelhos, completando o colapso postural, com queda ao chão. Quando leve, a perda de força pode não transparecer aos observadores. A cataplexia sempre é precipitada pela emo­ção, que geralmente tem um componente agradável ou excitante, como riso, exaltação, orgulho, raiva ou surpresa. A área corporal afetada pela cataplexia pode ser localizada ou incluir todos os grupos musculares esqueléticos. Cintura, extremidades inferiores ou superiores, pescoço, boca ou pál­pebras podem ser regionalmente afetados. Os músculos respira­tórios e oculomotores não são afetados. Algumas vezes, a emoção forte pode provocar outro episódio de cataplexia em seguida, o que é denominado estado de mal cataléptico. Os episódios de estado de mal podem durar muitos minutos ou, raramente, até uma hora. Algumas vezes, a cataplexia vem seguida imediatamente por sono. O uso de medicamentos antide­pressivos tricíclicos, como o cloridrato de protriptilina ou cloridrato de imipramina, quase sempre abranda a cataplexia.

A freqüência da cataplexia mostra ampla variação interpessoal, desde eventos raros durante um longo período do ano em alguns pacientes, a incontáveis crises num único dia, em outros. Os pacientes podem aprender a evitar as condições indutoras de cataplexia, obtendo uma diminuição da freqüência dos eventos catapléticos com o passar do tempo.

Paralisia do sono, alucinações hipnagógicas, comporta­mento automático e ruptura do sono noturno comumente ocorrem em pacientes com narcolepsia.

As alucinações hipnagógicas são experiências de percepção vividas no início do sono, muitas vezes com conscientização realista da presença de alguém ou de algo, e incluem fenômenos visuais, táteis, cinéticos e auditivos. A sensação acompanhante costuma ser de medo ou receio. Comumente são relatadas experiências alucinatórias como a de ficar preso num incêndio, estar a ponto de ser atacado ou cair no ar.

A paralisia do sono é transitória, em geral incapacidade de movimentar-se ou falar durante a transição entre o sono e a vigília. O paciente geralmente readquire controle muscular em curto tempo (um a vários minutos). A paralisia do sono é experiência assustadora, em particular quando apresentada inicialmente, e muitas vezes é acompanhada por uma sensação de incapacidade para respirar. Os episódios muitas vezes ocorrem com alucinações hipnagógicas, e, desta forma, intensifica-se a experiência emocional assustadora. A paralisia do sono é experimentada pela maioria dos pacientes narcolépticos.

Paralisia do sono e alucinações hipnagógicas quase sempre correspondem a períodos REM do início do sono. Esses dois sintomas são definidos como sintomas auxiliares e, junto com a cataplexia e a sonolência excessiva, compreendem a tétrade da narcolepsia.

Os pacientes narcolépticos podem relatar lapsos de memória e comportamento automático sem conscientização da sonolência e mostram atividade inadequada e pouco ajustamento às exigências ambientais abruptas. Outros sintomas incluem ptose, visão embaçada e diplopia.

Ocorrem rupturas do sono noturno em muitos pacientes com despertar freqüente.

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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