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Sono/Distúrbio do sono

Síndrome de atraso das fases de sono e insônia

18/09/2003

É um transtorno no qual o episódio maior de sono atrasa em relação ao tempo cronológico desejado, resultando em sintomas de insônia para início do sono ou dificuldade para acordar no horário desejado.

A síndrome do atraso das fases do sono (SAFS) é marcada por: (1) atraso regular dos horários do início do sono e do despertar por duas horas ou mais além do desejado, (2) horários reais de início do sono praticamente na mesma hora do relógio diariamente, (3) pouca ou nenhuma difi­culdade para manter o sono, uma vez começado, (4) extrema dificuldade para acordar no horário desejado pela manhã e (5) incapacidade severa a absoluta de avançar a fase do sono para horários anteriores forçando os horários social­mente convencionais de dormir e de acordar. Tipicamente, os pacientes queixam-se primariamente de dificuldade crônica para adormecer antes das 2 às 6 horas da manhã ou de dificuldade para acordar no horário desejado ou necessário pela manhã para cumprir obrigações sociais ou ocupacionais. A sonolência diurna, especialmente nas horas matinais, ocorre variavelmente, dependendo, em grande parte, do grau de perda de sono que se segue às tentativas do paciente de cumprir suas obrigações sociais levantando-se “à hora certa”. Quando não obrigado a manter horários rígidos (nos fins de semana ou nas férias), o paciente dorme normalmente, mas numa fase atrasada relativamente ao horário socialmente adequado.

Os pacientes com SAFS geralmente ficam perplexos por não conseguirem encontrar um modo de adormecer mais rapidamente. Seus esforços para adiantar o horário do início do sono (ir deitar-se cedo, ajuda da família ou de amigos para se levantar pela manhã, técnicas de relaxamento ou a ingestão de medicamentos hipnóticos) produzem pouco ou nenhum efeito e podem apenas agravar os sintomas diurnos de dificuldade para acordar e a sonolência. A dependência crônica de hipnóticos ou de álcool para dormir é incomum, mas, quando presente, complica a situação clínica. Mais comumente, os pacientes contam uma história de terem tentado múltiplos tranqüilizantes, que foram abandonados devido à eficácia apenas transitória.

Os pacientes com SAFS têm tipicamente pontos altos como “pessoas da noite” nos questionários que definem se os indivíduos são predominantemente “matutinos” ou “vesper­tinos” e afirmam que se sentem e funcionam melhor e ficam mais alertas nas horas da noite. Em casos puros de SAFS, ter um diário de dormir-acordar documenta um padrão consistente de inícios do sono, geralmente além de 2 horas da manhã; poucos ou nenhum despertar uma vez atingido o sono; sono encurtado durante a semana de trabalho ou escolar (se o pa­ciente não tiver desistido de levantar-se cedo); e sono prolongado (de 9 a 12 horas), levantando-se entre o fim da manhã e o meio da tarde nos fins de semana. Nos casos em que a situação clínica se complica por uso ou abuso crônico de álcool ou de hipnóticos ou no contexto de dificuldades mentais mais importantes, os diários de dormir-acordar também podem mostrar um despertar durante o período de atraso do sono. Os diários de dormir-acordar obtidos durante períodos em que as obrigações sociais matinais diminuem ou estão ausentes (fé­rias, fins de semana prolongados, desemprego, suspensão escolar) mostram horários de dormir e de acordar razoavelmente consistentes, porém também consistentemente “tardios”.

Embora esteja presente um certo grau de psicopatologia em cerca de metade dos pacientes adultos com SAFS, parece não haver categoria diagnóstica psiquiátrica em particular na qual estes pacientes se enquadram. Não é particularmente mais comum encontrar psicopatologia em pacientes com SAFS, comparados aos pacientes com outras formas de “insônia”. Em adolescentes, a não-cooperação com um plano de reeducar o sono do paciente pode ser sinal de depressão clínica.

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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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