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Hipertensão/Pressão Alta

Novas orientações para níveis de pressão arterial

02/10/2003

 

 

Especialistas do governo norte-americano da área da saúde emitiram novas diretrizes na quarta-feira (14/05) para orientar o tratamento de pressão sanguínea. Milhões de pessoas que, no passado, teriam sido informadas que sua pressão sangüínea era normal ou "normal alta" hoje seriam informadas que, de fato, têm uma condição chamada de pré-hipertensão, que ameaça sua saúde.

A nova categoria inclui 45 milhões de americanos cuja pressão sangüínea sistólica (o número superior da leitura) fica entre 120 a 139 milímetros de mercúrio ou cuja pressão diastólica (o número inferior) fica entre 80 a 90. Pessoas com leituras nessa faixa não têm pressão alta e não precisam tomar remédios. No entanto, as diretrizes informam aos médicos que essas pessoas têm probabilidade de desenvolver pressão alta e devem ser aconselhadas a diminuir sua pressão. As medidas preventivas sugeridas são: perder de excesso de peso, fazer mais exercícios, parar de fumar, diminuir a ingestão de sal, beber menos que um ou dois drinques por dia e comer mais frutas, legumes e produtos desnatados.

As novas diretrizes foram emitidas junto com um relatório pelo Programa Nacional de Educação para Pressão Sangüínea Alta, parte do Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue. Eles foram divulgados na quarta-feira, no site da Web do Journal of the American Medical Association (www.jama.com), e serão publicados na edição da revista do dia 21 de maio.

Há muito se sabe que a pressão sangüínea elevada é uma séria ameaça à saúde. No entanto, esta é a primeira vez que o comitê de pressão sangüínea do governo acenou com a possibilidade de leituras tão baixas serem prenúncios de doença.

Em declaração o instituto disse que as novas recomendações tomaram como base estudos que demonstraram que pode haver dano às artérias e maior risco de doença cardiovascular mesmo em níveis de pressão sangüínea que até recentemente eram considerados normais. O risco da pessoa desenvolver doença cardíaca ou ter um derrame começa a aumentar a partir de leituras de 115/75 e dobra para cada acréscimo de 20/10 milímetros de mercúrio.

O relatório exorta médicos e pacientes a levarem a pressão sangüínea mais a sério e a tratá-la com mais agressividade, freqüentemente com mais de uma droga. Pressão sangüínea alta aumenta muito o risco de doença cardíaca, derrame e insuficiência renal. Doenças cardíacas, que matam mais de 700.000 americanos por ano, são a principal causa de morte no país.

Dr. Edward J. Roccella, coordenador do programa, disse, "A pré-hipertensão é muito importante. Queremos que as pessoas ajam muito antes da doença estabelecer-se, para prevenir o aumento progressivo da pressão sangüínea".

Ele disse que, além da perda de peso e mudança na dieta, o programa recomenda 30 minutos de exercício quase todos os dias, que podem ser divididos em duas caminhadas de 15 minutos.

"Se você não tiver tempo para uma atividade física, terá tempo para doença", disse Roccella. "Doença não marca hora".

A pressão sangüínea tende a aumentar gradativamente com a idade. O novo relatório diz que pessoas com pressão normal aos 55 anos de idade têm 90% de chance de, eventualmente, desenvolver pressão alta. Mudanças na alimentação e exercícios podem, porém, evitar isso.

As diretrizes definem a pressão sangüínea normal como abaixo de 120/80 milímetros de mercúrio. Qualquer leitura sistólica acima de 140 milímetros de mercúrio ou diastólica acima de 90 é definida como pressão alta. Sistólica é a pressão nas artérias quando o coração está se contraindo e diastólica é a pressão quando o coração está em descanso, entre os batimentos.

O último relatório do mesmo grupo, datado de 1997, permitia que pressão ligeiramente superior fosse classificada como normal. Classificava como "normal alta" leituras sistólicas de 130 a 139 e diastólicas de 85 a 89. As novas diretrizes eliminaram a categoria normal alta.

Cinqüenta milhões de americanos, um em cada quatro adultos, têm pressão alta, também chamada de hipertensão. Apenas um terço deles controlam a pressão. No mundo todo, um bilhão de pessoas são afetadas. Na maior parte dos casos, a causa é desconhecida.

A hipertensão não tem sintomas, e 30% dos acometidos nem sabem da sua condição. A pressão faz dano às artérias o leva ao seu endurecimento, que, por sua vez, aumenta ainda mais a pressão.

O novo relatório sugere que um controle maior da pressão sangüínea poderia reduzir drasticamente o número de mortes por ataque cardíaco, derrame, insuficiência cardíaca e doença renal. A redução da pressão alta também pode reduzir a progressão de demência e do comprometimento cognitivo que são mais comuns em pessoas com hipertensão.


Denise Grady

Tradução: Deborah Weinberg
UOL


Fonte:The New York Times 15/05/03


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