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Sono/Distúrbio do sono

Dormir na dose certa

09/10/2003

 

 

A média dos americanos dormem 7 horas, nos dias da semana, de acôrdo com uma enquete, realizada em 2001, pela Fundação Nacional do Sono (National Sleep Foundation).
Quem dorme 4 a 5 horas por noite já tem insônia, que é uma situação que traz problemas de saúde e altera a qualidade de vida das pessoas.
Os estudos sobre o sono mostram que as pessoas mais idosas dormem menos e, por isso, a média de 7 horas de sono dos americanos e dos brasileiros está diminuindo, pois, a população de pessoas com mais de 65 anos de idade, em todos os países, está aumentando. Outro problema é que as pessoas que tomam medicamentos para dormir, também têm problemas de maior número de
quedas, acidentes e também de óbitos por doenças cardíacas.
Deprivação do sono, outro nome da insônia discreta, está associado com uma certa sonolência diurna que pode causar acidentes no trânsito e
esportivos. A insônia se dá quando a falta de sono é a maior causa de uma queda de qualidade de vida, várias dores e outros sintomas clínicos em
geral e, principalmente, quando está associada às doenças cardíacas coronárias.
Daniel F. Kripke e colaboradores, da Universidade da Califórnia, verificaram os dados sobre os hábitos de dormir de 1,1 milhões de pessoas, homens e mulheres, com idade entre 30 e 102. As pessoas, voluntárias, desse estudo foram entrevistadas, em 1982, sobre dieta, exercícios, sono e problemas de saúde e depois, reentrevistados, mais de 6 anos depois.
Os participantes que relataram dormir 8 ou mais horas, ou menos que 4 ou 5 horas por noite tiveram um risco, ligeiramente maior, de morrer (um risco pelo menos 15% maior), dentro desse espaço de tempo das entrevistas, comparado com aquelas pessoas que dormiam 7 horas por noite (Arch Gen Psychiatry. 2002;59:131-136).
M.P Hidalgo e colaborador, psiquiatras, do Hospital Presidente Vargas de Porto Alegre estudaram 342 estudantes de medicina (idade variando de 18-35 anos) em relação ao sono. Além do já descrito foram usados vários testes: psicológico (SRQ-20), e
relacionados ao sono tais como, Epworth sleepiness scale, além de um extenso exame psiquiátrico. Constataram que os estudantes que tinham pequenos distúrbios psiquiátricos tinham 2,12 vezes mais chances de terem sonolência durante o dia (isso chama-se odds ratio, em inglês, pois não existe uma expressão equivalente em português que seria mais chances de ter e se abrevia OR). Os estudantes que tinham
pequenos distúrbios psiquiátricos (depressão, ansiedades, fobias, etc) têm 2.45 vezes mais chances de ter insônia (OR) ou 2.12 e 2.02 vezes mais chances de dormir menos de 7 horas por noite (OR, 2.02). Os autores concluem que as pessoas com problemas emocionais, chamados pelos autores de pequenos distúrbios psiquiátricos acumulam um fator de risco 5.47 vezes maior de terem alterações do sono do que as pessoas sem esses distúrbios.

 

Neurol Sci. 2002 Apr;23(1):35-9.


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