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Sono/Distúrbio do sono

Sono e fraturas osteoporóticas

19/10/2003

 

 

As queixas relacionadas ao sono são a segunda mais comum dos pacientes, em consultas médicas ambulatoriais, só perdendo para as queixas relacionadas aos diversos tipos de dor, relatadas em serviços de atendimento primário. Afeta 35% da população geral, de acordo com o relatório do National Institutes of Mental Health, sendo causa de piora de várias doenças já estabelecidas e, inclusive, pode ser o sintoma inicial de uma série de doenças ligadas aos mais diversos orgãos,
como as juntas, coluna e reumatismos. Custa ao público americano, segundo aquele relatório, cerca de 100 bilhões de dólares, anualmente, em despesas médicas e provoca acidentes e redução da produtividade devido a absenteísmo e diminuição da eficiência durante o trabalho. A designação de distúrbios do sono pelo termo insônia, não deve dar a impressão de que o indivíduo não consegue dormir nada, ou seja, a insônia não é definida pelo tempo total com ausência de sono, mas esse termo designa a incapacidade de se chegar a um sono de duração ou qualidade suficiente para produzir um relaxamento muscular e mental, permitindo na manhã seguinte, acordar sem cansaço, sem vontade de não sair da cama e com
vigor e disposição para enfrentar um novo dia. Isso significa que uma pessoa que dorme apenas 4 horas, não tem insônia se, pela manhã,
acordar revigorada. Mas alguém que dorme 8 horas pode ter insônia se não se sentir bem no dia seguinte. Os fatores psiquiátricos ou psicológicos não são causas mais freqüentes de insônia, mas, a depressão e distúrbios ansiosos (estresse), de longa duração, podem ser fator de risco
significativo para a insônia se agirem por longos períodos. Mas, outras doenças (coração, pulmão, próstata, etc), dores em geral, também podem
induzir à insônia. Portanto, a insônia não é um diagnóstico médico, mas, é um sintoma, como a dor, a febre ou a perda de peso, requerendo
identificação de uma causa antes de se receitar um sedativo. Cada tipo de insônia tem seu próprio grupo de sintomas, que podem ser usados,
juntamente com os instrumentos de diagnóstico, para ajudar na identificação.
H. W. Minne e colaboradores, reumatologistas, de Pyrmont, Alemanha, afirmam que, durante o sono, as pacientes com mais de 65 anos, podem de
tanto se virar na cama, só com esse movimento, causar fraturas osteoporóticas na coluna vertebral, causando um invalidismo. Os autores fazem esse tipo de alerta porque dizem que
acima de 80-90% dessas pacientes, na Alemanha, não recebem tratamento preventivo contra a osteoporose, por isso, estão sujeitas a essas
fraturas nesses movimentos banais, que depois causam o invalidismo.

 

MMW Fortschr Med. 2002 Oct 31;144(44):41-4.


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