Tóxicos/Intoxicações - Primeiros sintomas ou manifestação de intoxicação e tratamento
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Tóxicos/Intoxicações

Primeiros sintomas ou manifestação de intoxicação e tratamento

29/10/2003

 

Aos primeiros sintomas ou manifestação de intoxicação, o trabalhador deve

afastar-se do serviço, repousar ao ar livre e manter-se calmo, evitando qualquer esforço

físico e aguardar as providências para a assistência médica.

No rótulo do produto utilizado constam sintomas, antídotos e medidas

emergenciais para o atendimento do intoxicado. Para um melhor atendimento, o

socorrista deve atentar se o intoxicado está consciente e orientado (pessoa acordada,

com todos os reflexos presentes, bem situada no tempo e espaço e informando

detalhes), consciente porém confuso, ou inconsciente (pessoa desmaiada, sem

sentidos e não respondendo aos estímulos externos). Deve:

− manter a calma, afastar os curiosos e agir com rapidez e segurança;

− conhecer bem o praguicida utilizado e os antídotos recomendados;

 

− acalmar a vítima, retirando-a para um local fresco e arejado, apoiando-a ao andar e

deitando-a no chão, de preferência à sombra. Se houver gases no ambiente, o

socorrista deve usar máscara adequada;

− se a vítima estiver em choque (pálido e com pulso rápido e fraco), afrouxar toda a

roupa que estiver apertada, colocar as pernas mais altas que o corpo;

− se apresentar calafrios, envolver o corpo com cobertores;

− nunca dar medicamentos sem orientação médica, nem bebidas alcoólicas ou leite;

− se estiver vomitando, deixá-la sentada ou deitá-la de lado, para evitar a ingestão do

vômito;

− se estiver inconsciente, deitá-la de lado, retirar, se for o caso, dentadura, comida ou

saliva da boca. Não dar nenhum líquido para beber e nem provocar vômitos;

− massagem cardíaca externa deve ser aplicada por pessoas treinadas, quando o

pulso não é sentido e o paciente tiver parada cardíaca;

− estimulantes circulatórios, como adrenalina (epinefrina), não devem ser usados

antes do exame cuidadoso do caso. Eles são, por exemplo, absolutamente contra-

indicados nas intoxicações por organoclorados.

 

REMOÇÃO DO AGENTE TÓXICO

Sempre consultar as fichas de emergência (ver Seção 4.6.1), rótulo ou bula. As

medidas utilizadas para diminuir o tempo e a intensidade da exposição do organismo ao

tóxico, dependem das circunstâncias desta exposição, ou seja, se o tóxico foi ingerido,

inalado, contaminou a pele ou os olhos da vítima. Medidas gerais, segundo a via de

absorção, são apresentadas nas Seções seguintes.

8.2.2.1 INTOXICAÇÃO PELA BOCA

8.2.2.1.1 VÍTIMA CONSCIENTE

Deve-se impedir ou retardar a absorção dos componentes tóxicos pelo

organismo. Não se deve fazer o paciente tomar água e nem leite. Leite e alimentos

gordurosos tendem a promover a absorção de produtos lipossolúveis e devem ser

evitados em casos de intoxicação. Evitar também toda bebida alcoólica. Nunca dar

nada por via oral à pessoa inconsciente, confusa ou em convulsão, pois existem sérios

riscos de aspiração para os pulmões.

− INDUÇÃO DE VÔMITO/ LAVAGEM GÁSTRICA: A indução de vômito, a menos que

seja indicada no rótulo, bula ou folheto explicativo não é uma medida geral de

primeiros socorros, muito menos deve ser induzida em pessoa inconsciente,

semiconsciente ou em convulsão. É contra-indicada quando o paciente tiver ingerido

um produto cáustico, de forte reação ácida ou alcalina, bem como produtos cujo


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solvente seja derivado de petróleo, porque tendem afetar as mucosas. Muitos

concentrados emulsionáveis têm solventes agressivos, não se devendo provocar o

vômito se forem ingeridos no estado puro ou pouco diluído. A lavagem gástrica é

preferível à indução do vômito e deve ser executada, sempre que possível, nos

casos de ingestão recente de produtos tóxicos (recomenda-se realizá-la dentro de 60

minutos após a ingestão).

− ADSORVENTES: Geralmente a administração de adsorvente, como uma suspensão

de carvão ativado em água (proporção 1:8, o que equivale a uma dose para adulto

de 25 a 100 gramas de carvão para cada quilo de peso corpóreo, sendo para

criança, 1 grama por quilo de peso corpóreo), é recomendada, se possível, no

período de 60 minutos após a ingestão. Em situações de emergência, pode ser

usado o carvão ativado existente em filtros de água domésticos.

8.2.2.1.2 VÍTIMA INCONSCIENTE

− Jamais provocar vômitos e nem tentar dar qualquer líquido (risco de engasgo e

aspiração para os pulmões);

− Se houver, retirar dentadura, comida ou saliva da boca.

A administração de antídoto por injeção e cuidados da parte respiratória, que

previnem a sua parada, se forem indicados, devem ser executados por pessoas

qualificadas.

8.2.2.2 INTOXICAÇÃO PELO NARIZ

8.2.2.2.1 VÍTIMA CONSCIENTE

− Colocar a vítima deitada confortavelmente em local onde exista ar fresco e boa

ventilação;

− Não há necessidade de provocar vômitos. No entanto, se a boca do intoxicado tiver

muco ou vômito, devem-se removê-los;

− Eliminar obstruções mecânicas, como por exemplo, corrigir a posição da língua;

− Afrouxar completamente a roupa à volta do pescoço e do peito.

A administração de antídoto por boca ou por injeção e cuidados da parte

respiratória, que previnem a sua parada, se forem indicados, devem ser executados por

pessoas qualificadas.

8.2.2.2.2 VÍTIMA INCONSCIENTE

− Colocar a vítima em posição confortável, deitada de lado com a cabeça em nível

inferior em relação aos membros. Nesta posição, se a vítima vomitar

espontaneamente não existe risco deste vômito ser aspirado para os pulmões;

− Afrouxar as roupas da vítima (cinto, camisa, etc.);


 

− Não provocar vômitos e nem dar líquidos para beber.

A administração de antídoto por injeção e cuidados da parte respiratória, que

previnem a sua parada, se forem indicados, devem ser executados por pessoas

qualificadas.

8.2.2.3 INTOXICAÇÃO PELA PELE

8.2.2.3.1 VÍTIMA CONSCIENTE

− Retirar toda a roupa contaminada e lavar imediatamente as partes atingidas com

bastante água (corrente). No caso de organofosforados, realizar banho com

soluções bicarbonatadas e sabões alcalinos (detergentes são melhores do que

sabão para remover praguicidas), seguido por álcool para retirar vestígios

permanecidos na pele. Importante: a água deve estar fria;

− Se o produto tiver atingido os olhos, lavá-los imediatamente com água corrente

abundante por cerca de 10 a 15 minutos. Não aplicar colírios ou pomadas, se não for

determinado pelo oftalmologista. Caso a irritação dos olhos seja grave, levar a vítima

imediatamente ao médico;

− Não aplicar pomadas ou fazer outros tratamentos de superfície, se não forem

recomendados pelo médico;

− Não provocar o vômito;

− Vestir roupas limpas.

A administração de antídoto por boca ou por injeção e cuidados da parte

respiratória, que previnem a sua parada, se forem indicados, devem ser executados por

pessoas qualificadas.

8.2.2.3.2 VÍTIMA INCONSCIENTE

− Retirar toda a roupa contaminada do intoxicado e lavar imediatamente as partes

atingidas com bastante água (fria);

− Não provocar o vômito;

− Vestir roupas limpas.

A administração de antídoto por injeção e cuidados da parte respiratória, que

previnem a sua parada, se forem indicados, devem ser executados por pessoas

qualificadas.

 

TRATAMENTO MÉDICO

Em casos de suspeita de intoxicações, ou mesmo que as primeiras medidas de

socorro para os casos de intoxicações tenham sido tomadas, o atendimento médico

 

deve ser sempre procurado para cuidados complementares. Pode-se recorrer também

aos Centros de Controle de Intoxicações (CCIs) vinculados ao Sistema Nacional de

Informações Tóxico-Farmacológicas. Intoxicações por certos praguicidas podem

apresentar efeitos retardados ou levar novamente a um quadro de crise aguda algumas

horas depois de contornada a primeira crise.

Deverão ser levados ao médico o rótulo, a embalagem ou a ficha de

identificação do produto (ver Seção 3.3) com o qual houve o acidente, com todas as

informações, uma vez que o quadro clínico isoladamente raramente permite um

diagnóstico preciso.

São informações importantes para o médico:

− nome do produto que supostamente causou o acidente;

− nome do ingrediente ativo, grupo químico;

− tipo de formulação e concentração do ingrediente ativo;

− forma em que estava o produto quando ocorreu a contaminação, se puro ou diluído

em calda; tipo de solvente;

− há quantos dias o paciente vinha trabalhando com esse produto;

− outros produtos que o paciente manipulou ou aplicou nas últimas semanas;

− forma de contaminação (via de absorção);

− se ingerido: volume aproximado da ingestão, hora da ingestão e quantas horas

depois começaram a aparecer os sintomas;

− se não houve contaminação significante, a que horas o paciente começou a aplicar o

produto e quanto tempo depois começaram a aparecer os sintomas;

− tipos de sintomas;

− medidas de emergência tomadas;

− se o paciente já teve outros acidentes com praguicidas;

− se vinha apresentando sintomas de intoxicação ultimamente;

− se no paciente existam outras enfermidades não relacionadas com praguicidas: se

tem algum tipo de doença ou sofre de algum problema (coração, rins, fígado, etc.).

OBS.: Estar atento para que seja emitida a

 

Comunicação de Acidente do Trabalho

(CAT).

 

CENTROS DE CONTROLE DE INTOXICAÇÕES (CCIs)

Para orientação, existem diversos centros de informações, que podem ser

consultados a qualquer hora, por telefone, junto aos fabricantes (número do telefone

indicado no rótulo, caixas externas e folhetos complementares) ou através de Centros

de Controle de Intoxicações, que armazenam informações relevantes e fazem registros

de ocorrências. A relação dos Centros de Controle de Intoxicações no estado de São

Paulo estão relacionados no Quadro 15.

 

Quadro 15: Centros vinculados ao Sistema de Informações Tóxico-Farmacológicas.

CENTRO -

ENDEREÇO

TELEFONES/ FAX/ e-mail

RESPONSÁVEL

CENTRO DE ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA DO

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE

MEDICINA DA USP

Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 647 - 2.º

andar - Pacaembu

São Paulo, SP - CEP 05403-900

Tel.: (011) 280-9431/ 3069-8571

FAX: (011)280-9431

e-mail: jgodoy@ams.com.br

Dr. Anthony Wong

CCI DE JABAQUARA

Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya

Av. Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 860

Térreo II - Jabaquara

São Paulo, SP - CEP 04330-020

Tel.:(011) 275-5311/ 578-5111 -

r. 215, 185, 186

FAX: (011) - 275-5311

Dr. Anthony Wong

CCI DE SANTOS

Hospital Guilherme Álvaro

Rua Dr. Oswaldo Cruz, 197 - Boqueirão

Santos, SP - CEP 11045-904

Tel.: (013) 222-2878

Fax: (013) 234-3672

Dra. Rosileia Leal

Dias Mongon

CENTRO DE ATENDIMENTO TOXICOLÓGICO DE

REGISTRO

Hospital Pariquera-Açu

Rua Pariquera-Açu, 41

Registro, SP - CEP 11900-000

Tel.: (013) 821-2533 - r. 213

Fax: (013) 821-2780

Dra. Kazue Ap.

Yamamoto

Hanashiro

CCI DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Pronto Socorro Municipal “ Dr. Carlino Rossi”

Rua Saigiro Nakamura, 800 - Vila Industrial

São José dos Campos, SP - CEP 12220-280

Tel.: (012) 329-5400 - r. 231 e

249

Dr. Otávio Monteiro

Becker Júnior

CCI DE TAUBATÉ

Fundação Universitária de Saúde de Taubaté

Universidade de Taubaté - Hospital Escola

Av. Granadeiro Guimarães, 270 - Centro

Taubaté, SP - CEP 12020-130

Tel.: (012) 233-4422 - r. 251

Fax: (012) 232-6565

Dra. Telma da Silva

Santos

CENTRO DE INFORMAÇÕES TÓXICO

FARMACOLÓGICAS DE BOTUCATU

Instituto de Biociências - Depto. de Farmacologia,

UNESP - Campus de Botucatu

Caixa Postal 520 - Rubião Júnior

Botucatu, SP - CEP 18618-000

Tel.: (014) 821-2121/ 821-3048/

821-3116 - r. 2017 e 2034

Fax: (014) 822-1385

Telex: (014) 2107

Dr. Igor Vessilieff

CCI DE CAMPINAS - UNICAMP

Hospital das Clínicas da UNICAMP

Cidade Universitária Zeferino Vaz -

Caixa Postal 6142

Campinas, SP - CEP 13081-970

Tel.: (019) 239-3128/ 239-7555/

239-8670/ 239-7154

Fax: (019) 239-8350/ 239-8670

Dr. Flávio A. D.

Zambrone e Dr.

Flávio Lucaretti

CCI DE RIBEIRÃO PRETO

Hospital das Clínicas FMRP - Campus Universitário

Av. Bernadino da Campos, 1000 - Centro

Ribeirão Preto, SP - CEP 14049 - 900

Tel.: (016) 602-1000

Fax: (016) 602-1000

Dr. João Batista de

Menezes

CENTRO DE ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA DE

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Hospital de Base - FUNFARME

Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 - São Pedro

São José do Rio Preto, SP - CEP 15090-000

Tel.: (017) 227-6404/ 227-2755 -

r. 105

Fax: (017) 227-6404

Dra. Carlos Alberto

Caldeira Mendes

CENTRO DE ATENDIMENTO TOXICOLÓGICO DE

PRESIDENTE PRUDENTE

Hospital Estadual “ Dr. Odilio Antunes de Siqueira”

de Presidente Prudente

Av. Coronel José Soares Marcondes, 3758 -

Jardim Bomgiovani

Presidente Prudente, SP - CEP 19050-230

Tel.: (018) 221-4422/ 233-2364

Fax: (018) 221-9055

Dra. Rita de Cássia

Bomfim Leitão Higa

(CEATOX)

CENTRO DE ATENDIMENTO TOXICOLÓGICO DE

MARÍLIA

Rua Aziz Atalah, s/n - 2.º andar

Marília, SP - CEP 17519-030

Tel.: (014) 433-8795

Dr. Tarcísio Adilson

R. Machado

Dados atualizados até 01/07/1998


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