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Primeiros socorros/Emergência

Venenos, dores e acidentes domésticos

02/11/2003

 

 

Os medicamentos usados pelos médicos, geralmente, são originários do reino vegetal, ou seja, são extraídos de plantas, das suas raízes,
folhas, flores, do caule, etc. Ultimamente têm-se estudado os venenos extraídos do reino animal para desenvolver novos medicamentos analgésicos. Entre os animais que estão tendo seus venenos estudados estão as tarântulas (aranhas), sapos e predadores marinhos. A razão para os venenos animais serem pesquisados se baseia no fato que na vida normal, esses venenos agem no sistema nervoso das vítimas paralisando-as ou anestesiando-as.
A indústria farmacêutica, de todos os países, investe muito dinheiro na pesquisa de novas famílias químicas de fármacos.
Um composto derivado de veneno de serpente marinha está em fase avançada de desenvolvimento como medicamento, sendo que ele poderá ser o primeiro de uma classe de novas drogas, usadas na terapia da dor neuropática, como, por exemplo, a dor do herpes zoster e da diabetes que são de difícil tratamento.
G. K. Isbister e colaboradores, farmacólogos, da Universidade de Newcastle, na Austrália, analisaram 130 pacientes que foram picados pela caranguejeira (aranhas).
Os acidentes ocorreram nos meses quentes, sendo que, em 95% foi dentro de casa e, em 75% das vezes, no horário entre 16: 00 e 08:00. A aranha estava entre as roupas de cama, roupas e toalhas. Um total de 25% das picadas foi no braço, perto da mão. A dor e a queimação estiveram presentes em todos os casos, sendo que, em 27% dos casos, a dor era muito forte, em 17% ficou a marca das presas, em 83% das vezes ficou vermelho e, em 44%, resultou em coceira.
O efeito sistêmico só ocorreu em 9% dos casos. Não houve casos de necrose da pele, no local da picada, nem infecções. Houve 3 padrões de reações: dor somente (21%), dor e marcas vermelhas por mais de 24 horas (35%), dor persistente e marcas por vários dias (44%).

 

Med J Aust. 2003 Aug 18;179(4):199-202.


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