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Alcoolismo

10/11/2003

Um problema que pode começar na adolescência. Dependendo da dose, freqüência e circunstância, a ingestão de bebidas alcoólicas pode provocar, a longo prazo, um quadro de dependência conhecido como alcoolismo.


Apesar da sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. O álcool é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando mudanças no comportamento de quem o consome, cuja intensidade varia de acordo com as características pessoais. Alguns efeitos desagradáveis são dor de cabeça, mal-estar geral, falta de coordenação motora, descontrole e sono. O seu consumo excessivo também está associado à violência e a acidentes de trânsito.

É na adolescência, fase marcada por descobertas, que a maior parte das pessoas entra em contato com o álcool. As bebidas alcoólicas produzem efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e maior facilidade para falar. Consumidas com moderação, essas bebidas não chegam a prejudicar o organismo, mas, a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo.

Os fatores que podem levar ao alcoolismo podem ser de origem biológica, psicológica, sócio-cultural ou ainda ter a contribuição resultante de todos estes fatores. A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, geralmente levando vários anos. Alguns dos sinais do alcoolismo são a necessidade de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; a falta de controle em relação a quando parar; e a síndrome de abstinência.

11,2% dos brasileiros são alcoólatras

O primeiro levantamento sobre o uso de drogas no Brasil revelou que 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país são dependentes de álcool, o equivalente a 5,2 milhões de pessoas. A pesquisa, realizada ano passado pela Secretaria Nacional Antidrogas do Ministério da Justiça, ouviu 8.589 pessoas de cidades com população superior a 200 mil habitantes, totalizando 47 milhões de pessoas (41,3% da população). A pesquisa mostra que 68,7% dos entrevistados experimentaram álcool pelo menos uma vez. Segundo o Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), esse número está próximo de outros países, como Chile (70,8%) e Estados Unidos (81%).

Segundo o secretário nacional anti-drogas, Paulo Roberto Uchôa, esse elevado consumo de álcool revelado pelo levantamento é a nova preocupação da Secretaria Nacional Anti-drogas. Afirma que a pesquisa deve dar uma nova orientação à campanha do governo, fazendo com que os procedimentos adotados até o momento sejam revistos. Ele faz um apelo às indústrias de bebidas, pedindo que façam campanhas para que os consumidores não abusem de seus produtos.

O consumo de bebidas alcoólicas é um costume extremamente antigo, datando de aproximadamente 6 mil AC. Inicialmente, as bebidas, produzidas através do processo de fermentação, tinham teor alcoólico relativamente baixo, como o vinho e a cerveja. Com o processo de destilação surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas. A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida, contribuindo assim para um maior consumo. Junto com essas mudanças veio também o aumento do número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.

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