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Pesquisa mostra que jovens brasileiros estão fumando mais

10/11/2003

Em 90% dos casos, o uso do cigarro se inicia entre os cinco e os 19 anos de idade.

Tema de dois simpósios que serão realizados no Rio de Janeiro em novembro com a participação de especialistas estrangeiros, tabagismo já é considerado uma doença "pediátrica" pela OMS, uma vez que em 90% dos casos, o uso do cigarro se inicia entre os cinco e os 19 anos de idade.
Em uma pesquisa realizada com 1.200 jovens pelo Dr. Jorge Jaber, da Aperj – Associação Psiquiátrica do estado do Rio de Janeiro, 80% disseram ter experimentado cigarro. "Os jovens assumem ter fumado como se não estivessem fazendo nada de errado. A maioria não tem consciência do mal que o cigarro causa", diz o Dr. Jaber, que falará sobre o assunto no VII Simpósio Internacional sobre Tratamento de Tabagismo e no III Simpósio Internacional sobre Álcool e Outras Drogas. Coordenados pela Dra. Analice Gigliotti, também da Aperj, os dois eventos acontecem nos dias 7 e 8 de novembro, no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, no Rio de Janeiro, com a participação de alguns dos maiores especialistas do mundo em tabagismo e dependência química.

De acordo com levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas em dez capitais brasileiras, a experimentação do tabaco vem aumentando entre jovens de 10 a 18 anos. Nas universidades americanas, o número de fumantes aumentou 28% na última década. "O problema é que a metade dos jovens que experimentam cigarro durante a adolescência acabam se tornando dependentes no futuro", afirma Analice. Segundo a Organização Mundial de Saúde, existem no Brasil cerca de 2,4 milhões de jovens que fumam, sendo que, em 90% dos casos, o uso começa entre os cinco e os 19 anos de idade. "Por essa razão que a OMS já até considera o tabagismo como uma doença pediátrica", conta a especialista. Dados da OMS indicam que a nicotina causa 80% de dependência, o que significa dizer que de cada dez pessoas, apenas duas conseguem abandonar o cigarro.

Segundo os médicos, em adolescentes o cigarro compromete o condicionamento físico, prejudica o desenvolvimento dos pulmões, aumenta em sete vezes as chances de se ter excesso de pelo no rosto, além de tornar duas vezes mais comum a tosse acompanhada por catarro ou sangue e três vezes mais freqüente a falta de fôlego. A pulsação cardíaca nos adolescentes que fumam aumenta de duas a três batidas por minuto em relação aos não fumantes, e as chances de se contrair o vírus da gripe são cinco vezes maiores.

O cigarro também é a principal "porta de entrada" para o consumo de drogas mais pesadas. Segundo um estudo da UnB, entre os jovens de 10 a 20 anos que fumam diariamente no Distrito Federal 50% já experimentaram ou consomem drogas mais pesadas. Entre os fumantes ocasionais, 17% relataram o consumo de outras drogas e entre os não-tabagistas, apenas 2% admitiram ter provado outras substâncias tóxicas. As drogas mais citadas nos questionários, por ordem de freqüência, foram maconha, cocaína, craque, merla e lança perfume. Alheia à relação entre o trabaco e as outras drogas, grande parte dos jovens garante que pode parar de fumar quando quiser.
"Estudos mostram que não é bem assim. Parar de fumar é muito mais difícil do que começar", diz Analice. Diferentemente do que ocorre com outras drogas, os efeitos da nicotina não são sentidos a curto prazo, o que pode estar na origem da "condescendência social" em relação ao cigarro.

O tabagismo é a principal causa de morte evitável do planeta, vitimando cerca de cinco milhões de pessoas anualmente. Mesmo assim, a OMS calcula que um terço da população mundial adulta, isto é, 1,2 bilhão de pessoas, seja fumante. No Brasil, 200 mil mortes por ano são causadas pelo cigarro, segundo o Inca - Instituto Nacional do Câncer. Embora a indústria do tabaco ganhe muito dinheiro e gere grande arrecadação de impostos, o cigarro causa perdas à economia global estimadas em 200 bilhões de dólares por ano. Esse valor, calculado por um estudo do Banco Mundial, é o resultado da soma de fatores como tratamento de doenças, morte de cidadãos em idade produtiva, aposentadoria precoce, faltas e menor rendimento no trabalho.

Saudeprev


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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