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AIDS / HIV

Quais são os tratamentos disponíveis contra o HIV?

29/11/2003

Há um número cada vez maior de medicamentos para tratar o HIV, que contribuíram para uma cronificação da doença, aumentando consideravelmente a expectativa e a qualidade de vida do soro positivo.

O primeiro grupo de drogas são os inibidores da enzima transcriptase reversa, que impede, em um estágio inicial, que o vírus faça cópias de si mesmo impedindo que o HIV se espalhe pelo organismo e também o início de infecções oportunistas. (Exemplos: AZT, estavudina, lamivudina, abacavir, tenofovir). Há nesse grupo ainda os inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos como a nevirapina, o viramune e o efravirenz.

Outra classe de drogas são os inibidores da protease, que interrompem a replicação do vírus em um estágio mais avançado. (Exemplo: ritonavir, indinavir, nelfinavir, lopinavir). Como o HIV se torna resistente com certa facilidade, os médicos podem combinar várias dessas drogas.

Este ano, surgiu nos Estados Unidos o primeiro inibidor de fusão, que combate o vírus como uma estratégia diferente. Em vez de agir sobre a célula infectada como os outros remédios, a substância ativa do enfuvirtide modifica características do vírus de modo que impede sua entrada nas células.

Outra classe promissora são os inibidores da integrase, uma outra enzima produzida pelo HIV que faz ele se multiplicar.

A terapia antiretroviral é tida como a única forma eficaz de impedir as mortes com Aids. Em muitos casos, pacientes submetidos à terapia chegam a ficar com carga viral em níveis indetectáveis no sangue, reduzindo os riscos de transmissão da doença.

Pesquisas, no entanto, mostram que o HIV se esconde nos nódulos linfáticos, no cérebro, nos testículos e na retina do olho, mesmo em pacientes que estão sob tratamento. Apesar dos benefícios da terapia antiretroviral, um grande número de soropositivos apresenta efeitos colaterais graves com a terapia como náuseas, vómitos, problemas intestinais, dores nos nervos e inflamação no pâncreas. Por isso, o tratamento precisa ser acompanhado de perto pelo médico, que pode trocar medicamentos e tratar esses sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente.

BBC Brasil


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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