Gastroenterologia/Proctologia/Fígado - Aumento da incidência de doença de Crohn em relação à retrocolite ulcerativa inespecífica
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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Aumento da incidência de doença de Crohn em relação à retrocolite ulcerativa inespecífica

12/12/2003

 

Tiago Sevá Pereira

Residente em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Unicamp, Campinas, SP

Resumo

Nas duas últimas décadas, tem sido verificado mundialmente um aumento da incidência da doença de Crohn.Com o objetivo de avaliar o aumento da incidência de doença de Crohn (DC) na nossa região, o número de casos novos de DC foi comparado com a da retocolite ulcerativa inespecífica (RCU) em dois períodos diferentes.

Desde 1983, todos os pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) atendidos no ambulatório de Gastroenterologia Clínica do Hospital das Clínicas da Unicamp são cadastrados segundo o protocolo. O diagnóstico de DC e RCU é realizado através de métodos de imagem: retossigmoidoscopia, colonoscopia, exames radiológicos contrastados do intestino grosso e do intestino delgado, biópsia e laparotomia exploradora. A confirmação do diagnóstico foi feita em 200 casos, permanecendo 11 (5,2%) com dúvida entre RCU e DC.

As incidências de DC e RCU foram comparadas em dois períodos: 1º) de março de 1983 a fevereiro de 1993 e 2º) de março de 1993 a junho de 1998.

Os resultados resumidos na tabela anterior mostram aumento estatisticamente significante da freqüência de DC em relação a RCU (x2 _ 7,56; G.L. = 1)

Conclui-se que, como em outros países, houve aumento da incidência de DC em relação à de RCU.

Comentário

O trabalho é significativo, pois em nosso meio são escassos os dados sobre a incidência de DII. O aumento relativo da Doença de Crohn em relação à RCU tem sido relatado em países europeus, em particular nos escandinavos. Nesses países, a incidência de RCU tem-se mantido estável, com aumento significativo da doença de Crohn. A extrapolação de que as incidências dessas doenças estão aumentando em nosso meio pelos dados avaliados na presente investigação deve ser considerada com cautela, como o próprio autor salienta na página 11, onde chama a atenção que a Unicamp se transformou em um centro de referência para as DII, razão pela qual os pacientes com essa suspeita ou diagnóstico firmado são encaminhados para o ambulatório especializado do Gastrocentro.

Certamente isto não ocorre com outras afecções digestivas como doenças grastroduodenais, por exemplo, implicando maior percentual de pacientes com DII atendidos na Unicamp. Essa afirmação encontra base no fato de que enquanto em 1996, 50 pacientes com doença de Crohn estavam sendo acompanhados ao ambulatório, em 1998 esse número saltou para 88.

Doenças inflamatórias intestinais

1983

n(%)
 

-1993
CN/a
 

1993

n(%)
 

 -1998
CN/a
 

 To

n
 

tal
(%)
 

Retocolite ulcerativa

60 (67)

6

52 (47)

10,4

112

(56)
Doença de Crohn

30 (33)

3

58 (53)

11,6

88

(44)
Total

90 (100)

9

110 (100)

22,0

200

(100)
             

Schlioma Zarterka

Professor convidado

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