-
Esta página já teve 133.101.483 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.662 acessos diários
home | entre em contato
 

Tóxicos/Intoxicações

Remédios que não curam

03/01/2004

 

As intoxicações são consideradas hoje um grave problema de saúde pública. Por descuido ou falta de informação, muitos não percebem que o perigo pode estar onde menos se espera. Até mesmo nos medicamentos. Usados para curar, eles são a principal causa de envenenamentos no país. A constatação é do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fiocruz, que acaba de fechar as estatísticas de intoxicações para o ano de 2001. No ranking ainda aparecem, entre outros agentes, produtos de limpeza, plantas, alimentos e cosméticos.

Sinitox/Fiocruz

Os remédios respondem por cerca de 28% dos casos registrados pelo Sinitox. Crianças menores de 5 anos e mulheres são as principais vítimas. As causas mais freqüentes são os acidentes e as tentativas de suicídio, que correspondem, cada uma, por cerca de 40% das ocorrências.

A psicóloga Jaqueline de Oliveira é um exemplo de como não se pode ser desatento quando o assunto é remédio. Ela deixou um comprimido antigripal sobre o balcão da cozinha enquanto abria a geladeira para pegar água. Foi o tempo de seu filho, na época com 3 anos, colocar o medicamento na boca. "Por sorte, consegui tirar o comprimido antes de ele engolir", lembra a psicóloga.

Em doses excessivas, antigripais como esses podem provocar sonolência, cefaléia, tonturas, vômitos, convulsões e até casos de paranóia. Além dessa classe de medicamentos, analgésicos, benzodiazepínicos, antidepressivos e antiinflamatórios são os que mais intoxicam no país. Eles atuam de diferentes formas no organismo, de acordo com os componentes e com a quantidade ingerida.

Para prevenir acidentes, o Sinitox recomenda uma série de medidas, entre elas, manter o remédio em local trancado, não tomar medicamento na frente das crianças e evitar xaropes com gosto adocicado, pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas.

"Essas coisas atraem a curiosidade das crianças. É importante deixar claro que remédio não é bala, doce ou refresco. Remédio é remédio, ele não tem que ser gostoso", diz a coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner.

Também é importante não dar remédios no escuro, para evitar trocas perigosas. Muitos medicamentos de uso infantil e adulto têm embalagens parecidas, uma troca de identificação pode causar intoxicação grave e, às vezes, fatal.

As embalagens, aliás, deveriam conter trava de segurança, como ocorre na maioria dos países desenvolvidos. O projeto de Lei nº 4.841-A/94, em tramitação no Congresso Nacional, visa a adoção da Embalagem Especial de Proteção à Criança (EEPC) em medicamentos e produtos químicos de uso doméstico. Uma das medidas de prevenção é adquirir, se possível, produtos com essas embalagens.

"Em caso de intoxicação, cada produto exige um procedimento diferente. É um mito dizer que beber leite ajuda, vomitar também piora a situação dependendo do produto. O adequado é identificar qual foi o produto ingerido e ligar para um Centro de Informação e Controle de Intoxicações", diz Rosany.

Os centros funcionam todos os dias, durante 24 horas. Os telefones são 0800 780 200, 0800 410 148, 0800 148 110, 0800 284 4343, 0800 643 5252 e 0800 771 3733.

Sarita Coelho

www.fiocruz.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos