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Tóxicos/Intoxicações

Pesticidas

09/01/2004
Os pesticidas, aplicados de modo indiscriminado e excessivo devido a políticas de incentivo para a utilização de novas tecnologias surgidas a partir da década de 70, levaram a graves problemas que surgiram aos poucos, ao longo dos anos.  
De forma sutil, porém com alto impacto no meio ambiente, na produção e na sustentabilidade financeira do produtor, a aplicação constante e em grandes quantidades de agrotóxicos levam ao aparecimento de pragas resistentes, que por sua vez, requerem novos produtos para seu controle. Ao mesmo tempo, inimigos naturais das pragas são eliminados e algumas pragas, antes de pouca importância, passam a ser principais por não terem seus predadores naturais. A contaminação do ar, das águas e do solo é freqüente.

Em se tratando do homem, devido à falta de instrução para a aplicação do produto, as intoxicações agudas dos aplicadores também ocorrem em muitos casos.  



Para o consumidor final, observa-se que os resíduos nos alimentos muitas vezes ultrapassam os limites considerados toleráveis. A exposição continuada, por período longo, a níveis relativamente baixos de agrotóxicos pode afetar a saúde humana, levando a casos crônicos, mal definidos, às vezes extremamente graves.

Quando se fala em agrotóxicos ou pesticidas, associa-se estes termos ao produtor do campo e suas atividades, enfim, ao universo rural. Em muitos casos é esquecido de que um spray contra mosquitos também é um pesticida.

Ao consultarmos o rótulo de um destes produtos com mais cautela, descobrimos que até 90% do produto constitui em componentes denominados de “inertes”.

Nos Estados Unidos, de acordo com a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Raticidas, os compostos dos pesticidas são considerados inertes quando sua função num produto não é a de matar o organismo-alvo. Uma substância inerte pode tornar o produto pegajoso, pulverizável ou atraente para algum tipo de inseto ou roedor. Mas o termo “inerte” não se refere à toxicidade para outros organismos.

No caso do produto Roundup da Monsanto, atualmente o herbicida mais usado no mundo, um estudo revelou uma diminuição de 90% na produção de certos hormônios reprodutivos nos ratos expostos a ele. Depois que os pesquisadores deram glifosato aos ratos, único ingrediente ativo do rótulo do Roundup, eles não demonstraram nenhuma redução na produção de hormônios. Concluíram que foram os ingredientes inertes do produto os responsáveis pela produção dos hormônios sexuais.

Desde 1987, os fabricantes de pesticidas têm de registrar todos os seus componentes na Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA – Environmental Protection Agency), mas a maioria dos compostos inertes é protegida por serem considerados segredos industriais. Ativistas norte-americanos estão tentando fazer com que a EPA obrigue os fabricantes de produtos químicos a revelar seus compostos ocultos.

A EPA divide os produtos inertes em quatro categorias:
“Toxicidade desperta preocupação” (7 compostos; ex.: fenol)
“Potencialmente tóxicos” (95 compostos; ex. óleo diesel)
“De toxicidade desconhecida” (cerca de 2000 compostos; ex. querosene)
“Desperta preocupação mínima” (mais de 1000 compostos; ex. clara de ovo)  



Mais da metade de todos os compostos registrados na EPA fazem parte da lista 3: “inertes de toxicidade desconhecida”.

Os representantes da indústria alegam que a divulgação de todas as substâncias inertes irá causar sérios danos competitivos entre os fabricantes.

Os ingredientes inertes da lista 1: “toxicidade desperta preocupação” agora são obrigados a constar do rótulo dos produtos. Um dos efeitos positivos dessa medida é que vários fabricantes preferiram abandonar inteiramente o uso de certos ingredientes inertes a submetê-los aos exames rigorosos necessários para testar seu grau de toxicidade.

Talvez esta será a forma, para o futuro, de se solucionar alguns dos problemas de saúde que vem atingindo o homem de forma tão mais intensa, como o câncer e as dificuldades reprodutivas.

Fonte: Impacto dos Agrotóxicos – Editora Ícone
           
Scientific American (número 15)

 

Planeta orgânico


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