Gastroenterologia/Proctologia/Fígado - Doenças do Fígado
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Gastroenterologia/Proctologia/Fígado

Doenças do Fígado

06/06/2003

Doenças do Fígado

Icterícia(cor amarelada dos olhos e da pele), colúria(urina escura), hipo ou acolia fecal(fezes claras), prurido(coçeira), ascite(barriga d’agua), sangramentos, alterações na pele, cansaço, e outros sinais caracterizam males do fígado. A má digestão, porém, não é causada por males do fígado. As doenças do fígado são esteatose, hepatite, cirrose, tumores, alterações metabólicas, auto-imunes e outras alterações por doença sistêmica.

O fígado é agredido por álcool, vírus, drogas, parasitas(esquistossoma e outros vérmes) e pode ser sede de alterações genéticas e alérgicas (auto-imune).

Homens que bebem mais de 10 cervejas ou mais de meio litro de bebida destilada por semana após 5 a 10 anos podem estarem doentes do fígado além do pâncreas e do estômago. As mulheres com metade destas doses de álcool podem também adoecerem.

De 10 alcóolatras 9 tem esteatose hepática, 4 evoluirão para hepatite crônica e 2 terão cirrose(que não tem cura). A situação destes etilistas se agravam se tiverem o vírus B, C ou D da hepatite, o número de cirróticos após 2 a 10 anos poderá ser de 40% do total.

O vírus A de contaminação fecal-oral atinge crianças e jovens não evolui para cirrose, porém 0,1 % podem ir ao óbito de hepatite fulminante. Esta insuficiência hepática aguda é mais comum na hepatite por vírus B e na hepatite aguda droga-induzida.

O vírus B (350 milhões de portadores no mundo) e C (170 milhões de portadores) são transmitidos por sangue contaminados, sexo, agulhas contaminadas, algum tratamento odontológico, alicate da manicure, navalha do barbeiro, partilha de escova de dentes, etc.

Alguém suspeito de doença hepática deve fazer exames laboratoriais de sangue, exame de imagem (ultra-som, tomografia computadorizada, cintilografia), que ajudarão no diagnóstico imaginado pela história bem colhida e o exame físico. Outros exames serão necessários conforme a causa da hepatopatia, como os marcadores virais. O último passo seria a biópsia hepática muitas vezes necessária para o tratamento adequado.

Não existe remédio que protege o fígado. O avanço no tratamento das doenças hepáticas passa pelo avanço de métodos diagnósticos para afastar a causa da agressão, os anti-virais são caros, causa muitos efeitos colaterais e os resultados ainda não são animadores e finalmente o transplante hepático como esperança para cirróticos ou portadores de tumores hepáticos ou outras doenças hepáticas com sobrevida de meses há poucos anos.

Apesar do transplante ser uma cirurgia de risco e o paciente Ter de ficar para sempre usando drogas para evitar rejeição, os resultados são considerados bons: mais de 90% sobrevivem 1 ano e de 62% a 85% em 5 anos dependendo de vários fatores, principalmente a etiologia da doença.
Então o melhor é prevenir: bebendo menos, sexo seguro (a camisinha só protege em até 95% das relações se não houver acidente de uso), e principalmente se vacinando contra o vírus B e A.

Maiores informações

O site oficial da sociedade brasileira de hepatologia é www.sbhepatologia.org.br

 

 


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