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Prefeitura entrega remédios pelos Correios

11/01/2004
[07/01/2004] Prefeitura entrega remédios pelos Correios



O presente da aposentada Marina Reis de Andrade, de 76 anos, chegou 12 dias depois do Natal, mas valeu a pena esperar. Pela primeira vez, ela recebeu ontem pelos Correios, gratuitamente, um pacote com os remédios para o controle de sua hipertensão nos próximos meses. Dona Marina é um dos 102.261 pacientes cadastrados no programa Remédio em Casa, implantado pela Secretaria municipal de Saúde. Inicialmente voltado para hipertensos e diabéticos, este semestre o programa será ampliado para outros doentes crônicos e até para usuárias de contraceptivos. A meta do secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cézar Coelho, é chegar ao fim de 2004 com pelo menos 250 mil pessoas atendidas pelo programa.

- Agora não vou precisar ficar em fila e procurar remédios para pressão de posto em posto. O pior é que nem sempre conseguia todos. Era um desespero. Recebo R$ 240 por mês e não tenho dinheiro para comprar remédio - disse dona Marina ao receber em casa, no Centro, o pacote com os medicamentos das mãos do carteiro Fernando Gouveia da Cruz Júnior.

Até agora, mais de 153 mil entregas

Pelo planejamento de Ronaldo Cézar, até o fim do primeiro trimestre o Remédio em Casa será estendido a cardiopatas e doentes com altas taxas de colesterol. Até o fim julho, deverá beneficiar pacientes que necessitam de medicamentos de uso contínuo para tratamento de Aids, epilepsia e câncer e mulheres que tomam anticoncepcional.

Num momento em que o governo federal tenta, sem sucesso, implantar a Farmácia Popular, o Remédio em Casa contabilizou 153.020 remessas de medicamentos pelos Correios. O projeto-piloto do programa foi lançado em janeiro de 2002 em dez unidades da rede municipal de saúde. Dois anos depois, alcançou 98 postos de saúde e os ambulatórios dos hospitais Lourenço Jorge (Barra) e Raphael de Paula e Souza (Curicica).

Estão recebendo remédios em casa 80.798 pessoas, número inferior ao de cadastrados no programa, já que é preciso ter a doença estabilizada para que seja possível aumentar o espaço entre as consultas para pelo menos dois meses. Cabe ao médico fixar a data da nova consulta e prescrever a quantidade de remédios necessária até lá. Funcionários de uma farmácia que funciona na sede dos Correios, na Cidade Nova, se encarregam de preparar os pacotes a serem remetido aos pacientes.

Empregado de um restaurante, José Brasilino Neto, de 56 anos, está inscrito no programa há dois anos e não se arrepende. Hipertenso, José Brasilino tem consultas agendadas a cada quatro meses:

- O médico faz o pedido. Quatro ou cinco dias depois, recebo em casa um pacote com os remédios. Antes de acabar os remédios, vou a uma nova consulta. É ótimo. Não encaro fila nem preciso gastar dinheiro.

A aposentada Maria de Lurdes Silva Rios, que este mês completará 58 anos, também está satisfeita com o programa. Diabética e hipertensa, ela recebeu três remessas de medicamentos em casa nos últimos nove meses.

- Antes, nem sempre eu conseguia os remédios e tinha que me virar. Quando faltava remédio, fazia chá de casca de maracujá - contou ela.

Secretário negocia apoio para o programa

Para baratear os custos do programa, o secretário de Saúde está buscando parcerias. Os Correios já prometeram um apoio de R$ 300 mil este ano e Ronaldo Cézar quer chegar a R$ 500 mil. Ele também está negociando com empresas anúncios nos pacotes.

- Esse é um programa muito importante. Ele desata o nó da oferta de consultas. Como recebe os medicamentos em casa, o paciente estável só volta ao posto para uma nova consulta, quatro meses depois, em média. Com isso, o médico pode atender outros doentes - afirmou o secretário, acrescentando que o Remédio em Casa impede os desvios e reduz o desperdício, pois os medicamentos ficam numa farmácia central.

Para complementar o programa, Ronaldo Cézar quer inaugurar até 31 de março um call center , pelo qual as pessoas poderão tirar dúvidas por telefone com médicos sobre algum problema que surja entre as consultas. Mais uma novidade é a inclusão nos pacotes de remédios de receitas especiais para quem precisa fazer dietas.



Como funciona o programa



QUEM PODE SE INSCREVER: Por enquanto, o cadastramento no programa está restrito a diabéticos e hipertensos, sem limite de idade ou renda. Ainda no primeiro trimestre deste ano, será ampliado para pacientes com insuficiência cardíaca e colesterol alto. Até o fim do primeiro semestre, será estendido para pessoas com câncer, Aids e epilepsia e mulheres que usam contraceptivos.

ONDE IR: O programa funciona em 98 postos de saúde e nos ambulatórios dos hospitais Lourenço Jorge (Barra) e Raphael de Paula e Souza (Curicica). Os novos postos que serão inaugurados este mês, em Magalhães Bastos e no Parque Anchieta, também terão o programa. No primeiro trimestre, o Remédio em Casa será implantado nos cinco postos de saúde restantes: na Lapa, no Parque Royal (Ilha), no Borel (Tijuca) e em dois Cieps da Maré. Até março, o serviço chegará aos ambulatórios dos hospitais Miguel Couto, da Lagoa, do Andaraí, Cardoso Fontes, Salgado Filho e Piedade.

COMO FAZER: A pessoa precisa obter um cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), confeccionado na própria unidade da rede municipal de saúde. Para isso, é necessário apresentar carteira de identidade ou certidão de nascimento. Depois de avaliação médica, o interessado será encaminhado para o programa. Os pacientes e, em breve, as usuárias de contraceptivos (todos com quadro estável) recebem, pelos Correios, a quantidade de remédio suficiente até a consulta seguinte.

TELEFONE: Pelo Tele-Saúde (2273-0846) podem ser obtidas informações. Até 30 de março, será inaugurado um call center .


Fonte: O Globo


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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