Diabete/Diabetes - Exame de hemoglobina glicosilada é parâmetro importante para o tratamento de diabetes
Esta página já teve 114.004.593 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.860 acessos diários
home | entre em contato
 

Diabete/Diabetes

Exame de hemoglobina glicosilada é parâmetro importante para o tratamento de diabetes

12/01/2004

 

Os glicosímetros, aparelhos utilizados para ler o resultado obtido a partir de uma fita e uma gota de sangue tirada da ponta de um dedo, foram criados na década de 50 e só se popularizaram no Brasil nos últimos 20 anos.

 

Agora que todo diabético conhece de perto o que é uma ponta de dedo – como também é chamada a glicemia capilar – um exame relativamente novo vem complementar seu tratamento e dar maior segurança no monitoramento de suas taxas e busca de parâmetros para a sua medicação. Trata-se do HbA1C, exame de hemoglobina glicosilada.

 

A glicemia capilar serve tanto para diagnosticar o diabetes quanto para o diabético já diagnosticado possa saber a quanto andam suas taxas em determinados momentos: antes ou depois de se alimentar ou quando faz algum exercício, por exemplo. Esse exame mede a concentração de açúcar no sangue no momento em que é feito.

 

Como os índices de glicemia mudam muito freqüentemente durante todo o dia, em relação à dieta e exercício praticado, o valor isolado da medição informa muito pouco ao médico sobre a situação do paciente a médio prazo.

 

É por esse motivo que a comunidade científica foi buscar no exame clínico chamado HbA1C, ou simplesmente A1C, parâmetros capazes de mostrar numa média ponderada como se comportou a glicemia da pessoa no período de 60 a 90 dias antes do exame.

 

Segundo a endocrinologista,Dra. Sandra Roberta Gouvea Ferreira, do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), “um exame complementa o outro e nenhum deles deve ser dispensado”.

 

Ela explica que alguém com glicemia constante de 160 mg/dl pode apresentar A1C de 7%, mesmo índice de outro diabético que tenha glicemia variando entre 40 e 250 mg/dl. A correta avaliação do tratamento só pode, portanto, ser feita a partir do exame de A1C em conjunto com diversas medições de glicemia durante o dia. Essa avaliação deve ser feita a partir de uma média de 3 exames de A1C por ano.

 

O que é

 

O exame de A1C verifica o comportamento da hemoglobina glicosilada ou hemoglobina glicada. A hemoglobina é uma proteína existente dentro da hemácia, célula sangüínea que tem vida média de 60 a 90 dias, explica o endocrinologista Antônio Carlos Lerário, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e secretário geral da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

 

O açúcar quando está no sangue se liga a essa proteína de forma irreversível e esse fenômeno é denominado glicosilação. Quanto maior for a quantidade de açúcar, maior será o índice de glicosilação de hemoglobina.Para os laboratórios que fazem o exame o limite máximo de normalidade para não diabéticos é de 6%.

 

Em diabéticos mal controlados é possível se encontrar, por exemplo, nível de glicosilação de 15% - que indica descompensação há bastante tempo – ou até 20% - considerado grau extremo de descompensação.

 

Os estudos científicos e a American Diabetes Association (ADA), consideram  aceitáveis índices de até 7% que é o limite para o bom controle. O nível de hemoglobina glicosilada alerta para a conduta mais ou menos rigorosa que o médico deve adotar para o controle. Já se provou que quanto mais alta a hemoglobina glicosilada, maior o risco de complicações, e portanto, qualquer redução no índice já traz benefícios em termos de prevenção, diz o presidente da SBD, Dr. José Egídio Paulo de Oliveira.

 

Além disso, o descontrole tende a aumentar triglicérides e pressão arterial, levando aos riscos de infarto, derrame e outras complicações cardiovasculares e microvasculares, como a nefropatia e a retinopatia.

 

Segundo o Dr. Jorge Luiz Gross, chefe do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, portadores de diabetes que conseguem manter a A1C abaixo de 7% passam a apresntar riscos de complicações em índices praticamente iguais aos da população em geral.

 

“Quatro anos depois de permanecer dentro da meta de A1C menor que 7%, os portadores de diabetes continuam protegidos contra complicações da doença”, informa, baseado nos estudos populacionais.

 

 

Fonte: Revista Viva Melhor

Publicação da Aventis Pharma Ltda.

www.diabetesnoscuidamos.com.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos