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Sono/Distúrbio do sono

Achados laboratoriais associados às alterações do sono

11/02/2004

Os estudos do sono cedem diferentes resultados, dependendo do momento em que são realizados. Em indivíduos com Tipo Fase de Sono Atrasada, os estudos realizados nos horários de sono preferidos mostram-se essencialmente normais para a idade. Entretanto, quando estudados em horários de sono socialmente normais, esses indivíduos demonstram uma latência de sono prolongada, despertar espontâneo ocorrendo tarde, em relação à convenção social e (em alguns indivíduos) latência de sono REM moderadamente curta. A continuidade do sono é normal para a idade. Procedimentos laboratoriais destinados a medir a fase do marca-passo circadiano endógeno (por ex., temperatura corporal básica) revelam atraso de fase, conforme o esperado, na ocorrência da acrófase (momento de pico do sono) e do nadir (seu ponto mais baixo).
Quando estudados durante seu horário habitual de sono nos dias úteis da semana, os indivíduos com o Tipo Mudanças Freqüentes de Turno de Trabalho geralmente apresentam latência de sono normal ou curta, menor duração do sono e perturbações mais freqüentes em sua continuidade, em comparação com indivíduos pareados por idade com padrões "normais" de sono noturno. Existe uma redução específica do sono dos estágios 2 e REM, em muitos casos. Os testes de tendência do sono, tais como o Teste Múltiplo de Latência do Sono (MSLT), mostram um alto grau de sonolência durante os momentos em que a vigília é desejada (por ex., durante o turno da noite). Quando estudados após um período de ajuste para um horário diurno normal, esses indivíduos têm um sono noturno normal e níveis normais de sonolência diurna.
Estudos laboratoriais de um vôo simulado atravessando uma mudança de fuso horário de 6 horas demonstram um prolongamento da latência do sono, prejuízo na eficiência do sono, reduções no sono REM e leves reduções no sono de ondas lentas. Esses aspectos apresentam recuperação para os valores básicos em uma a duas semanas.
Achados ao exame físico e condições médicas gerais associadas. Não há achados físicos específicos descritos para o Transtorno do Ritmo Circadiano do Sono. Os profissionais que trabalham em revezamento de turnos podem parecer tresnoitados ou sonolentos e ter um excesso de distúrbios cardiovasculares e gastrintestinais, inclusive gastrite e úlcera péptica. O papel do consumo de cafeína e álcool e de padrões alterados de alimentação não foi plenamente determinado nesses casos. O "padrão de sono-vigília não-24 horas" freqüentemente ocorre em indivíduos cegos. O Transtorno do Ritmo Circadiano do Sono pode exacerbar condições médicas gerais preexistentes.

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