Pneumologia/Pulmão - Spiriva é o primeiro medicamento inalatório de dose única diária que oferece melhora significativa da função pulmonar
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Pneumologia/Pulmão

Spiriva é o primeiro medicamento inalatório de dose única diária que oferece melhora significativa da função pulmonar

14/02/2004

 

O FDA, órgão norte-americano regulador de alimentos e medicamentos, anunciou hoje a aprovação do medicamento Spiriva (brometo de tiotrópio pó inalatório) para o tratamento de manutenção, a longo prazo, da doença pulmonar obstrutiva crônica, DPOC, em dose única diária. A DPOC é uma doença que engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar e é causada, principalmente, pelo fumo. Spiriva foi descoberto e desenvolvido pelo Laboratório Boehringer Ingelheim e será comercializado nos Estados Unidos em co-promoção com o Laboratório Pfizer, assim como ocorre em todo o mundo.

Spiriva é o primeiro medicamento inalatório de dose única diária que oferece uma melhora significativa da função pulmonar para os pacientes com DPOC. O medicamento auxilia os pacientes com a doença a respirar com mais facilidade, desobstruindo as vias aéreas e mantendo este estado por 24 horas. De acordo com os parâmetros estabelecidos pela Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD), os broncodilatadores de ação prolongada, tais como Spiriva, são a opção mais recomendada para o tratamento de manutenção dos pacientes com DPOC.

“Spiriva representa um grande avanço no tratamento de todos os estágios da DPOC e garante uma melhora significativa da função pulmonar” afirma o presidente do Programa Nacional de Educação Pulmonar dos EUA e professor-chefe da Divisão Pulmonar do Centro Médico da Universidade do Kentucky, Dennis E. Doherty. “Spiriva provavelmente se tornará o tratamento de manutenção de primeira linha para os pacientes com casos leves a graves de DPOC. Os pacientes poderão controlar os sintomas por um período de 24 horas com uma dose única diária de Spiriva, permitindo-os respirar mais facilmente, reduzindo a necessidade do uso de medicamentos paliativos”, diz o especialista.

Nos estudos clínicos com mais de 9.400 pacientes, Spiriva demonstrou uma ação broncodilatadora significante, que foi comprovada por outros estudos paralelos. Spiriva demonstrou melhorias na função pulmonar quando comparado com o medicamento Atrovent (brometo de ipratrópio) usado até o momento como tratamento de primeira linha para a DPOC.

Spiriva é comercializado em mais de 40 países e outras aprovações deverão ser anunciadas ainda em 2004.

Definição de DPOC - É uma doença lenta e progressiva que acomete as vias respiratórias caracterizada pela perda gradual da função pulmonar. A conseqüência da doença é a perda da capacidade física. O paciente tem dificuldades para realizar atividades do cotidiano como subir escadas, caminhar rápido e até mesmo pentear os cabelos. Os sintomas mais comuns são tosse crônica, produção de muco em excesso, chiado no peito e falta de ar após esforço físico leve. A maior parte dos pacientes tem mais de 40 quando os sintomas começam a se manifestar.

Estima-se que 24 milhões de americanos sofram de DPOC sendo que mais de 50% deste total têm menos de 65 anos. Entretanto, somente 10 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença e deste total, 6 milhões estão em tratamento. A DPOC é a quarta causa de morte nos Estados Unidos

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte americano estima que 119 mil pessoas morreram no ano 2000, vítimas da doença. O custo para a nação americana, em 2000, com o tratamento dos pacientes com DPOC foi estimado em US$ 30.4 bilhões, aproximadamente.

DPOC no Brasil - Estima-se que a doença atinge aproximadamente sete milhões de brasileiros. Ela supera os índices de óbito por acidentes de trânsito (29.640 óbitos) e pneumonia (29.345 óbitos), segundo dados do Datasus. Uma das complicações da doença é a limitação das atividades diárias. “A doença é muito grave. O indivíduo passa a depender da ajuda de familiares para exercer  atividades simples como se alimentar”, explica o pneumologista e professor de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), José Jardim.

A DPOC tem forte impacto econômico para o governo, uma vez que a necessidade de internações é freqüente. Segundo dados do Datasus, em 2001, o governo gastou R$ 100 milhões com pacientes internados pela doença, o dobro dos gastos com internações por pneumonia. 

 

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