Reumatologia/Doenças Auto-Imune - Dores do Herpes Zoster (ou cobreiro) e fibromialgia
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Reumatologia/Doenças Auto-Imune

Dores do Herpes Zoster (ou cobreiro) e fibromialgia

22/02/2004

 

 

O herpes zoster é uma doença viral, auto-limitada, causada pelo mesmo vírus causador da varicela (catapora), tendo um ciclo evolutivo de cerca de 15 dias. Antes do surgimento das lesões na pele, ocorrem no local sintomas dolorosos ou parestésicos (formigamento, pontadas, "pele sensível" ou queimação) devido à inflamação do nervo. Nesse período as pessoas com fibromialgia, que já têm uma sensibilidade à dor, ficam mais atacadas de dores pelo corpo. No decorrer da doença os sintomas dolorosos podem se agravar tornando-se muitas vezes insuportáveis, principalmente, quando atinge pessoas mais idosas. A dor melhora gradativamente, mas, nas pessoas idosas, pode permanecer por meses ou anos após o final do quadro cutâneo, caracterizando a chamada “neuralgia pós-herpética”. Essa dor é diferente da fibromialgia porque só doi, e muito, um trajeto de um nervo, sendo que na fibromialgia as dores são pelo corpo todo. Outra diferença é que acomete homens e mulheres, na mesma proporção, sendo mais frequente na idade adulta e nos idosos.
As manifestações cutâneas iniciam-se por vesículas que podem confluir formando bolhas contendo líquido transparente ou ligeiramente amarelado, seguindo o trajeto de um nervo. Em alguns dias, as lesões secam e formam crostas que serão liberadas gradativamente deixando discretas manchas no local que tendem a desaparecer. As lesões da pele tem involução espontânea.
Na grande maioria das vezes, as manifestações limitam-se a um lado do corpo, por onde passa o nervo atingido, sendo raro o acometimento bilateral. Na fibromialgia as dores são em ambos os lados do corpo. Os nervos atingidos, com maior frequência, são os intercostais, mas outros nervos podem ser afetados. O tratamento do herpes é feito com anti-viróticos, e deve ser iniciado desde o aparecimento dos sintomas iniciais visando evitar o dano irreparável ao nervo atingido que resultará na neuralgia pós-herpética. Medidas “folclóricas” de rezas, benzimentos e outras práticas devem ser evitadas.

Psychopharmacol Bull 2002 Winter;36(1):165-213

 

Fonte:

http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=89


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