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Vitaminas e antioxidantes

Deficiência de Vitamina K

24/02/2004

 

A vitamina K é um termo genérico que engloba várias substâncias relacionadas necessárias para a coagulação normal do sangue. A forma principal é vitamina K1 (filoquinona), a qual é encontrada em plantas, sobretudo nos vegetais folhosos verdes. Além disso, as bactérias presentes na porção distal do intestino delgado e no cólon produzem vitamina K2 (menaquinona), a qual pode ser absorvida em menor grau. A doença hemorrágica do recém-nascido, caracterizada pela tendência ao sangramento, é a principal forma de deficiência de vitamina K. Ela pode ocorrer porque a placenta não permite a passagem adequada de gorduras e, conseqüentemente, da vitamina K (lipossolúvel).

O fígado do recém-nascido é muito imaturo para produzir quantidades suficientes dos fatores da coagulação do sangue (proteínas do sangue que promovem a coagulação e requerem a vitamina K). Durante os primeiros dias de vida; não existem, no intestino, bactérias que produzem a vitamina K e o leite materno é uma fonte limitada da mesma. Uma injeção de vitamina K deve ser administrada aos recém-nascidos para protegê-los contra esta doença. Os lactentes alimentados com leite materno e que não receberam essa injeção ao nascimento são particularmente suscetíveis à deficiência de vitamina K. Como a vitamina K é lipossolúvel, os distúrbios que interferem na absorção de gorduras (p.ex., doença celíaca e fibrose cística) podem causar deficiência de vitamina K nas crianças e nos adultos. A ingestão de quantidades excessivas de óleo mineral também podem impedir a absorção de vitamina K. Essa deficiência também pode ocorrer nos indivíduos que fazem uso de medicamentos anticoagulantes para evitar a formação de coágulos sangüíneos.

Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O principal sintoma é o sangramento – na pele, através do nariz, de uma ferida ou no estômago – acompanhado por vômito. Pode ser observada a presença de sangue na urina ou nas fezes. A mais grave é a hemorragia cerebral, a qual pode ocorrer em recém-nascidos. Quando existe uma suspeita de deficiência de vitamina K, é realizado um exame de sangue para mensurar a concentração de protrombina, um dos fatores da coagulação que requerem vitamina K. Uma concentração baixa (inferior a 50% da normal) sugere a deficiência de vitamina K. No entanto, uma concentração baixa de protrombina também pode ser devida ao uso de drogas anticoagulantes ou a uma lesão hepática. Normalmente, o diagnóstico é confirmado quando uma injeção de vitamina K aumenta a concentração de protrombina em poucas horas e o sangramento cessa em 3 a 6 horas. Quando o indivíduo apresenta uma doença hepática grave, o fígado pode ser incapaz de sintetizar os fatores da coagulação apesar das injeções de vitamina K. Nesses casos, pode ser necessária a realização de transfusões de plasma para repor os fatores da coagulação.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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